sábado, setembro 17, 2022

Alemanha

Acredito que esta geração política alemã esteja, com sinceridade, ancorada nos princípios da paz e da democracia, pelo que não me assusta a recuperação do seu poderio militar. Mas não sei se, por essa Europa, nas capitais de alguns dos aliados da Alemanha, todos pensam como eu.

18 comentários:

  1. Reaça07:23

    Com ou sem poderio militar, a Alemanha e a Europa em geral, já era.
    A Europa está nos últimos suspiros.
    Se sobrar como museu, já não é mau.
    Mais umas décadas...poucas!

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  2. Vejo com muito apreensão estas manobras para rearmar a Alemanha. No passado não correu bem. Quase certo é que vão gelar este Inverno e por mim acho muito bem.

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  3. manuel campos14:27


    Não sei se entre 1918 e quanto muito 1932 não terá havido muita gente a pensar e a escrever o que está na 1ª parte do seu post.
    Sinceramente não sei de todo, é de facto uma dúvida que agora ponho.
    Mas se houve então há razões para a 2ª parte do seu post.

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  4. Quem deve tremer com essa perspectiva deve ser a França, não será ?
    Será que a objecção dos franceses ao gasoduto também tem a ver com isso?
    Costuma-se dizer que em política o que parece é.
    E o que me parece é que a França está a tentar travar o desenvolvimento da Alemanha e que vai pagar por isso. Até junto da Ucrânia.

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  5. Flor, nao se esqueca que embaixador Seixas da Costa e ateu (gracas a Deus?)

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  6. Aprecio imenso o que escreve, quase sempre, Senhor Embaixador.

    Mas desta vez, nao sei se por influência da minha Esposa, que "os viu " ou ouviu falar, na sua família, da travessia da fronteira três vezes desde Sedan, creio sinceramente que se engana.

    Desde o início da operação russa na Ucrânia, Úrsula von der Leyen usou a sua posição como chefe da Comissão Europeia para impor sanções cada vez mais drásticas à Rússia, aumentando a ameaça de uma grave crise energética europeia neste inverno. Escondendo aos europeus que a Alemanha pode apoiar no botão do Nord Stream 2 e arrancar o gasoduto, como diz Putine, eliminando o problema. Porque foi a Alemanha que decidiu nao arrancar...e nao Putine.

    Ela proclamou que "a Rússia afundará na decadência económica, financeira e tecnológica, enquanto a Ucrânia está marchando em direcção a um futuro europeu".

    Annalena Baerbock, ministra das Relações Exteriores dos Verdes alemães, está igualmente determinada a 'arruinar a Rússia'.

    E tudo isto quando, ao mesmo tempo, 77% dos alemães seriam a favor dos esforços diplomáticos para acabar com a guerra – o que deveria ser da responsabilidade do ministro das Relações Exteriores. Mas Baerbock , mas esta não mostra interesse na diplomacia, apenas em um "fracasso estratégico" para a Rússia - não importa quanto tempo isso leve.
    *
    De facto, no movimento pela paz dos anos 1980, uma geração de alemães distanciou-se da de seus pais e prometeu superar as "representações do inimigo" herdadas de guerras passadas.

    Eu conheci alguns, quando dirigi, durante dois anos, a nossa filial na Alemanha. Tinham uma certa “vergonha” do passado nazi dos pais. Mas nao exageradamente ! Alguns cultivavam amorosamente a "Cruz de Ferro", em casa...

    Curiosamente, Baerbock, nascida em 1980, referiu-se ao avô que lutou na Wehrmacht como tendo contribuído de alguma forma para a unidade europeia. Este é o pêndulo geracional?

    Há razões para supor que a actual russo fobia alemã deriva muito da sua legitimação da russo fobia de ex-aliados nazistas em países europeus menores. Embora o revanchismo anti-russo alemão possa ter levado duas gerações para se afirmar, vários revanchismos menores e mais obscuros floresceram no final da guerra europeia e foram integrados às operações dos Estados da Guerra-fria.

    Toda esta clique tem as costas quentes dos EUA. E pensam que depois de terem absorvido 27 nações, ao expandirem-se para o leste, procuram, sob o domínio dos Estados Unidos, fazer pender a balança geoestratégica a seu favor.

    E os 100 mil milhoes para o rearmamento visam este plano... Mas enganam-se.

    A Rússia é a herdeira da segunda potência mundial, a União Soviética, e o Ocidente não se lembra disso; para o Ocidente, a União Soviética é uma relíquia do passado, está morta e enterrada e é aí que o Ocidente está errado

    A Rússia tem forças consideráveis. É a primeira potência territorial do mundo, a primeira potência nuclear vinculada aos Estados Unidos, a primeira produtora e primeira exportadora de gás natural do mundo.
    É também o terceiro maior produtor (atrás da Arábia Saudita e dos Estados Unidos) e o segundo exportador mundial de petróleo.

    Quando os líderes ocidentais falam de "guerra económica contra a Rússia" ou de "arruinar a Rússia" armando e apoiando a Ucrânia, pergunta-se se eles estão se preparando conscientemente para a Terceira Guerra Mundial.

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  7. Maitemachado59, é uma força de expressão.

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  8. Caro Joaquim de Freitas:
    -Chapeau !!!!!!!!!!!

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  9. manuel campos12:55


    Vêm aí tempos muito complicados para todos nós (ainda ontem o nosso PR o lembrou e, desta vez, acho que foi oportuno).

    Não me parece que a Alemanha e os alemães, com toda a sua força económico-financeira (em tudo o que a expressão possa abarcar para o país e os individuais), esteja preparada para sacrifícios que vão para além de uns vagos e curtos cortes aqui ou ali.

    A Europa, como costumo dizer, está cheia de idosos acomodados e jovens mimados e, tanto uns como outros, podem dizer frases bonitas e o mais políticamente correctas que fôr aconselhável, mas não acho que estejam dispostos a abdicar uns das suas vidas plácidas de reformados e passeios turísticos e outros das suas correrias à volta do mundo e dos seus i-phones de última geração.
    Moro numa zona histórica e sei do que falo, vejo-os a uns e outros da minha janela e falo com eles todos os dias aqui na rua, aparentemente tenho um ar poliglota e é direito a mim que vêm.

    Claro que há uma enorme quantidade de gente que não se enquadra aqui e só trabalham que nem os doidos pois não têm outro caminho, mas como trabalham para os primeiros e são aqueles que "fazem" a opinião publicada (que passa por "opinião pública") é como se não existissem, isto sendo assim em qualquer país europeu.

    Reconheço que o relambório vai longo mas onde eu quero chegar é que este passo agora dado por Scholz me parece enquadrar-se numa política de "follow the flag" que não é única nestes conturbados últimos tempos, apelando a um espírito nacional de "grandeza" tão caro desde há séculos por aqueles lados e redondezas, espírito esse que está muito impregnado, direi mesmo que é uma base "cultural" e que pode ser muito útil enquanto a "grandeza" económica abana e se recupera, algo que nunca é fácil ainda que com eles seja mais que com outros.

    É assim, a meu ver, uma manobra para consumo interno.
    A Alemanha teria que investir muito nas suas Forças Armadas e não vai ter folga financeira para isso tão depressa pois a França, o Reino Unido e a Itália estão muito à frente (em especial os dois primeiros, claro) e a Espanha está logo atrás.

    Desde o Brexit que muita gente se vai esquecendo que o RU é Europa mesmo que não seja UE (já tive que lembrar isso a muitos) e todos sabemos como o RU e a França encaram "visceralmente" a Alemanha mesmo que pareçam andar aos beijinhos (os tais aliados que podem ver as coisas de outro modo e têm excelentes razões para isso).



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  10. Qualquer país armado até aos dentes é um perigo; a Alemanh , ainda mais...
    MB

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  11. manuel campos20:05


    Ali entre o 3º e o 4º parágrafo tinha metido um outro a enquadrar sucintamente os grupos etários entre os 25 e os 60 anos, em princípio os "activos".
    Pirou-se.
    Nabices.

    Fica o 4º parágrafo manco mas não vou reescrevê-lo, creio que a ideia se entende e já chega de me aturarem por hoje.

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  12. Admire-se a "coerência" daqueles que se exaltam com possíveis vetos aos turistas russos mas admitem declarações pró congelamento de oitenta milhões de alemães.

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  13. João Cabral17:03

    Espanta-me que permita aqui comentários claramente antialemães, senhor embaixador.

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  14. Essa agora! João Cabral. Porque não podem as pessoas criticar a Alemanha?

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  15. Flor, I wrote it "tongue in cheek"!

    maitemachado59

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  16. O meu comentário vai ser um pouco marginal, mas dentro do tema.
    Fiquei hoje muito surpreso ao ver um militar americano, numa base militar na Alemanha, a explicar que ali é dada formação militar a ucranianos, "...aí, sei lá, há 20 anos" disse ele!
    E fiquei a perguntar-me, mas há 20 anos porquê, se os problemas com a Ucrânia só começaram em 2014?
    Aí lembrei-me da expansão da NATO, da ambição americana de desmembramento da Rússia e divisão em 18 países, dos pedidos desta para lhe ser garantida segurança. etc., etc.

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