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quinta-feira, setembro 08, 2022

Luís Figo


Uma noite, há pouco mais de vinte anos, à saída de um jantar em Teerão, num lugar que fora um velho caravanserai, um adolescente inquiriu de onde é que vinha o grupo em que eu estava. À minha resposta, abriu um imenso sorriso e disse: “Portugal? Figo!!!”.

O mundo teve quatro nomes quando, em matéria de futebol, se falava de Portugal. De início, foi Eusébio. Depois, foi Figo. Hoje, continua a ser Ronaldo. No banco, com um sucesso ímpar, José Mourinho.

Tenho uma imensa simpatia pela figura de Eusébio, grande admiração, como fã de bom futebol que sou, por Luís Figo, acho que Cristiano Ronaldo é o expoente máximo do profissionalismo e da genialidade. Por Mourinho, fala o seu palmarés.

Luís Figo foi a primeira internacionalização de um futebolista português de primeira grandeza. Acompanhei o seu sucesso no Barcelona, segui e aplaudi os seus êxitos no Real de Madrid, assisti a muitos jogos quase só pelo prazer de o ver jogar. Uma bola nos pés de Luís Figo dava-me imensa confiança de que a jogada poderia vir a ter sucesso. Mais do que Eusébio, mesmo mais que Ronaldo - embora esse esteja bem acima de todos os outros.

Fiquei curioso com a saída de Figo do Barcelona para o seu maior rival. Apesar disso, o assunto não me interessou o suficiente para ler sobre ele. E como não olho para um jornal desportivo desde os meus 20 anos…

Ontem, reparei que a Netflix tinha um filme sobre Luís Figo. Durante uma hora e quarenta, assisti a testemunhos cruzados de todas as personagens envolvidas nessa famosa transferência, desde logo, e longamente, do próprio Luis Figo. A anotei pormenores desses dias e dessa verdadeira saga.

Não quero dizer mais do que isto: Luís Figo não sai nada bem dessa história, relatada no que me pareceu ser um trabalho equilibrado e “fair”. Tenho muita pena.

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