Numa ocasião pública, há dois dias, com imensa gente, ao cumprimentar uma senhora que conhecia, notei que outra, que estava ao seu lado, pessoa que eu nunca vira mas a quem, delicadamente, também tinha saudado, colocou uma “cara de pau”.
Uns segundos depois, ganhou coragem e disse-me: “Vou ser desagradável, mas quero que saiba que não concordo nada com as suas ideias”. Posso imaginar que a senhora me tivesse ouvido ou lido algures. Não quis saber.
Nestas ocasiões, cada um reage ao seu jeito. A mim, saiu-me: “Ao contrário da senhora, eu não vou ser desagradável. Não vou ter a pretensão de querer conhecer as suas ideias”.
E, com um aceno de cabeça, saí de cena e fui à procura de uma flute de champanhe, o qual, aliás, era muito bom.
