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sábado, julho 13, 2019

Raio & companhia


Há muitos anos, fui almoçar a Sintra com uma amiga. Estávamos numa esplanada em frente do palácio da vila e metemos conversa com o dono do restaurante. No final, ele apresentou-se-nos: chamava-se Raio. Por curiosidade, perguntei-lhe se era parente do homónimo jogador de hóquei em patins, que tinha integrado a seleção nacional da modalidade que tantas alegrias tinha dado ao país. “Sou eu”, respondeu, com um sorriso. 

O Raio tinha sido uma grande figura do hóquei em patins do seu tempo, oriundo da importante “escola” de Sintra, de onde saiu também o imenso (também no porte) Edgar. Ter um encontro com a história não é o termo vulgar de um almoço.

Faço parte de uma geração para a qual o hóquei em patins teve uma grande importância, como única expressão, por muitos anos consecutivos, de poder desportivo português no plano internacional. Lembro-me de como se lamentava então o facto do hóquei não fazer parte das modalidades olímpicas, onde o nosso país só ia apanhando umas medalhas “quando o rei faz anos”.

Não sei como esmoreceu o interesse por uma modalidade que já teve o país a seus pés e, confesso, não cuido hoje se saber o nome de nenhum dos nossos atuais jogadores - eu que, a certa altura, para além naturalmente de algumas equipas nacionais, sabia “debitar” de cor toda a seleção espanhola nossa adversária: Zabalia, Orpinelli, Boronat, Puigbó e Gallen!

Prova provada disto é que, ontem à noite, não me levantei uma única vez da Mesa Dois do Procópio, onde estava com amigos a brindar (talvez) ao início do fim de semana, para ir ao pequeno aparelho de televisão ver a evolução do resultado do Espanha-Portugal em hóquei em patins. O Carlos, por detrás do balcão, e o Luís, no apoio às mesas, iam-me informando sobre o que acabou por ser a “derrota de Castela”... na Catalunha. Fiquei contente, mas não fiquei eufórico como me sentiria no passado.

Então?!

Parece haver sérios problemas na organização logística no combate às consequências da intempérie? Mas é minha impressão ou anda por aí, agor...