sexta-feira, 5 de julho de 2019

Neste blogue, faz hoje dez anos


“A felicidade faz-se hoje bastante desta adesão aos sucessos que outros protagonizam, de quem nos assumimos próximos, colectivamente juntos na vitória, sempre com a derrota de outros como aparente contraponto indispensável. Para quem, como eu, tem a anti-competição como sólida e permanente doutrina de vida, confesso-me um tanto perdido neste ambiente. Mas será isto a alienação de que falava um clássico fora de moda? Talvez seja, mas esta comemoração das vitórias mais não é, para muitos, do que o complemento natural de existências simples, que seriam ainda menos relevantes se não se juntassem nessa onda gloriosa colectiva. É triste reconhecer isto, mas é a realidade.“

4 comentários:

Luís Lavoura disse...

a anti-competição como sólida e permanente doutrina de vida

?! Nunca tinha ouvido falar de tal doutrina.

Poderá o Francisco explicar melhor? Desde quando tem essa doutrina? Como a adotou? Porquê?

Anónimo disse...

Ele é a "cultura" de massas no seu melhor.
Dá momentos de glória momentâneos que passam rápido.
Parece-se um pouco com as drogas duras tão em moda.
Enfim foi aquilo que este regime produzio de uma forma consciente para satisfazer a população.
É o circo e o pão do império romano.

Anónimo disse...

Digamos dos socialistas....circo ....e pão.....

Anónimo disse...

Isto não é felicidade mas sim prazer de sofá para festejar os esforços de outros. Um prazer solitário e passageiro esperando pelo próximo sem compromissos de colaborar.

É sim uma felicidade artificial e um bom pretexto para exageros descontrolados.