quinta-feira, 18 de julho de 2019

Diplomatas


“Diplomats are masters of the dark arts of the late-night drink. For reasons I’ve never quite understood, regardless of the culture, the country, or the government, experts, politicians, military officers, and bureaucrats (my God, especially bureaucrats) are almost sexually thrilled to gossip with a foreign diplomat. It represents, I suppose, some sort of holy transgression, triggering a rush of endorphins that will literally make their hands shake with giddiness as they naughtily describe their leader’s last temper tantrum, or reveal which general is sleeping with his boss’s wife. As a result, foreign diplomats frequently know more about what is going on in their host country than the local government does.”

7 comentários:

Joaquim de Freitas disse...

Li, em tempos, Brigid Keenan autor de 'Diplomatic Baggage: The Adventures of a Trailing Spouse’.

Não sei para os embaixadores, mas parece que para as esposas nem sempre é o paraíso que se pensa…

“And the loyalty of the staff – often your only companions – can be taken to extremes. Whenever I had an argument with my husband in Ethiopia, my maid would appear behind him with a frying pan, making “Do you want me to brain him?” Charmant !


“Once, I got so desperate that I signed up to a vegetable carving class – and you have to be pretty low to spend hours whittling a radish into the shape of the Taj Mahal. And I’ve never felt worse than on my first morning in Kazakhstan, when I ran out of things to do at 11am. I had four years to go, with no family, no friends, no job, no language skills, and temperatures outside of minus 30 degrees.”

Anónimo disse...

Lido com muito interesse mas....


Despacho:

É estranho num blog de um diplomata falar-se em segredos e não em informações especializadas.

Cada país tem os seus interesses internacionais específicos e cada diplomata também os tem.
O governo central tem por obrigação conhecer o que cada diplomata, em posto, lhe transmite. A Presidência da República, penso que ainda hoje, também as recebe para ter um conhecimento mais directo sobre o assunto.

Exercer a função de diplomata é tão complexa que vou aqui dar um exemplo de um diplomata nos inícios do século XVIII.

Ao terminar a Guerra de Sucessão de Espanha com o Tratado de Utrecht, Portugal pensou em enviar um Embaixador Extraordinário a França.
Depois de vários meses de conjecturas cortesãs sobre quem seria o Embaixador a enviar, com o espanto desta corte, foi um obscuro Conde da Ribeira Grande. Na altura nenhum cortesão compreendeu essa nomeação.

Hoje com os novos métodos de investigação já podemos dar uma resposta bastante interessante.

Este conde da Ribeira Grande era militar e durante a Guerra de Sucessão de Espanha tinha sido aprisionado em Espanha. Sabe-se que a França na altura era aliada a Espanha pois Filipe V, neto de Luís XIV era candidato a rei de Espanha.
Em Espanha ao perceberem que este Conde da Ribeira tinha parentes chegados da parte da sua mãe, com muita influência em Versailles não o prenderam em Espanha mas enviaram-no para a família em Versailles. E, foi aí que, debaixo do juramento de não fugir, viveu durante o resto dessa guerra.
Qual melhor meio de poder conhecer profundamente os mecanismos de governação que em pleno centro dos mesmos.
Foi por isto que em 1715 fez a sua Entrada em Paris como Embaixador Extraordinário de D. João V junto de Luís XIV. Não foram cunhas ou intrigas ou segredos que originaram esta nomeação mas sim os conhecimento obtidos na sua passagem por Versailles.

Anónimo disse...

@Senhor de Freitas.

As companhias dos diplomatas serão, durante a carreira dos mesmos as mais sacrificadas.
Pensemos na regularidade de organizar uma nova casa em países estrangeiros, de três em três anos.
Se houver filhos, organizar os estudos dos mesmos.
Para alguns é uma bênção por poderem frequentar uma escola inglesa ou francesa local e assim poderem adquirir métodos de estudo que de certeza não poderiam no país de origem.
Para os diplomatas que saibam o que os espera durante a Carreira será mais fácil. Para os que se preocupam apenas com a ascensão social é sempre muito complicado. Nunca percebi porque não ensinam aos candidatos à Carreira estas dificuldades para não serem carne para canhão

Anónimo disse...

Só entra para a carreira diplomática quem quer . Não é como o serviço militar obrigatório ... e também só vive ou casa com um diplomata quer quer ...
Gente adulta tem obrigação de saber ao que vai ! E informar-se para depois não se queixarem . Ah , e há sempre uma boa solução : não gostam , não se adaptam , estão infelizes ? Há sempre uma solução : é demitirem-se e procurarem outro emprego , menos exigente , que não os faça sair da sua zona de conforto !!! Como dizia no principio não é o serviço militar obrigatório .
E é para vocações , não é o típico emprego burocrático , que começa ás 9 e acaba ás 5 .
Ah , e convém não haver corrupções !!! As carreiras são suspensas
, o inquérito instalado e normalmente a suspensão é certa .
Por isso , com a idade em que entram para a carreira não há desculpas para não saberem ao que vão !!!

Anónimo disse...

Como podem os diplomatas saberem o que os espera?

"Para os que se preocupam apenas com a ascensão social é sempre muito complicado",claro, complicado para os outros!

Mas, não lamentemos a vida destes pobres infelizes, qual carne para canhão.

Anónimo disse...

“ Para os que se preocupam apenas com a ascensão social ... “ , mas são justamente esses que se queixam ! Entraram para a carreira diplomática pensando que dessa forma teriam uma vida género “ gaiola dourada “ , conhecer o mundo , entrar em meios sociais onde nunca entrariam se fossem apenas funcionários públicos num qualquer ministério ... etc , etc . Ilusão de pessoas deslumbradas ! Na carreira diplomática só tem sucesso quem merece , quem cumpre o dever como um servidor da Pátria , sem lamechices e choradinhos do coitadinho que está mto longe , num país com muitos mosquitos , sem escolas estrangeiras para os filhos ... Não há pachorra !
O velho ditado “ quem não quer ser lobo não lhe veste a pele “ aplica-se perfeitamente nestes casos .
Sejam advogados , gestores , professores , informáticos ou qualquer outra coisa e verão que já não terão motivos para se queixarem . Ah , e os vossos filhos terão sempre uma escola da vossa escolha , estrangeira se preferirem e as vossas “ companheiras “ poderão também ter uma carreira ... Não é fácil ?

Anónimo disse...

Muito em breve uma Venezuela em Portugal:

A partir de 6 de Outubro prepara-se mais um assalto a tudo a que cheire a dinheiro ganho pelos privados, mais impostos.....

Logo que soube que Portugal era governado por um frente de esquerda, Trump não vem.

´Particularmente tb não gosto do senhor nem da frente de esquerda que nos governa, rindo e cantando até ao desastre final de Portugal.