domingo, janeiro 13, 2019

Uma pérola rara

Deliciem-se com esta pérola de verdadeiro delírio: ”Foram as esquerdas, depois do 25 de abril, que construíram o mito de que o Estado Novo era de direita para legitimarem o seu poder e sobretudo limitarem a legitimidade das direitas”.

Escreve isto no “Observador” João Marques de Almeida, que foi diretor do Instituto de Defesa Nacional durante o governo de Durão Barroso.

28 comentários:

  1. E pensar que Portugal foi governado por homens deste género… Durao Barroso e agora este ministro da defesa...

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  2. Anónimo09:48

    Provavelmente queria dizer "extrema direita" ou "fascista". E, se assim fosse, teria razão.

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  3. Essa pérola (como justamente lhe chama), só pode ser comentada com um "sem comentários", tal é a sua "qualidade".

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  4. Anónimo10:52

    mais que pérola delirante, é uma obscenidade uma manifestação de idiotia (no sentido clínico?)
    N Caiado

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  5. Anónimo13:19

    Um imbecil. E cabotino!

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  6. Anónimo15:39

    Santa ignorância!
    Fernando Neves

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  7. Anónimo16:13

    Tem a vantagem de se perceber de que massa é esse Durão Barroso, o intrépido esquerdista do pós-25 de Abril.

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  8. João Cabral19:18

    Diferentemente do que escreve o senhor embaixador, João Marques de Almeida escreveu «25 de Abril» e não «25 de abril». Quando se trata de datas históricas que se referem a acontecimentos ou festividades, a maiúscula continua nos meses. Isto está lá na Base XIX do AO90 e já o alertei mais do que uma vez, senhor embaixador. Defende tanto o Acordo, mas depois não sabe aplicá-lo? Aprenda um pouco e deixe de ser teimoso, senhor embaixador... Fica mal a um diplomata parecer analfabeto.

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  9. Anónimo19:26

    João Marques de Almeida aponta as características económicas do Estado Novo e compara-as com as propostas "capitalistas" da direita. Não fez nada que não tenha sido feito já quinhentas mil vezes sempre com respostas muito científicas da parte da esquerda do tipo "está a delirar". É verdadeiramente confrangedor!
    João Vieira

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  10. Francisco de Sousa Rodrigues21:14

    Esta faz-me lembrar quando o Prof. Hermano Saraiva se saíu que o "botas" era um grande antifascista.
    Este pessoal da extema-direita chique (citando "O Jumento") está mesmo a precisar de Risperidona e divã.

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  11. Made in Observador. Mais palavras para quê?

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  12. Anónimo21:51

    Se calhar, foi este imbecil, que ajudou o Durao a levar o maple roubado da embaixada de Espanha, para a sede do MRPP, da Alvares Cabral, mas o Matinhos mandou devolver.

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  13. Anónimo22:07

    Por falar em coisas raras: um comentário do Freitas com menos de 100 linhas.

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  14. Anónimo22:11

    Explicação ao Francisco de Sousa Rodrigues: a questão do Salazar ser antifascista prende-se com a velha discussão sobre a existência - ou não, de fascismo em Portugal. O Salazar, de facto, opôs-se às correntes fascistas que apareceram, sendo o melhor exemplo a luta contra o Rolão Preto (que até imitava o bigode do Hitler). Se se considerar que o Estado Novo foi uma ditadura de cariz conservador e que lutou contra opositores à direita (esses declaradamente fascistas), então, é legítimo dizer que o salazar foi antifascista. Tudo depende da designação que se der à ditadura salazarista.

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  15. O “João Cabral” tem de entender, de uma vez por todas, que este espaço é meu e nele escrevo como quero, não como ele gostaria que eu escrevesse. Por isso, esta foi a última vez que os seus monomaníacos comentários sobre ortografia são publicados.

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  16. Anónimo23:02

    Ao Anónimo das 22.07:

    O sr. Joaquim Freitas hoje escreveu, para os leitores inteligentes!

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  17. Anónimo23:05

    Oh Anónimo das 10 e 11 da noite,
    Salazar a opor-se às correntes fascistas, com o exemplo do Rolão Preto!!!!??? Isso prende-se com o protagonismo que aquele biltre fascista, o Rolão, meio tolo, pretendia. Salazar sempre quis ser ele e controlar o regime, que ele veio a criar. Salazar, quando soube da morte de Hitler, mandou colocar a bandeira nacional a meia haste!!!! Isso diz tudo da figura! Nesses tempos, na Mocidade Portuguesa, saudava-se o velho reaccionário, das botas, esse fascista inqualificável, com o braço esticado e braço no ar (e o S na barriga das calças, no cinto!)! E já agora, veja na Net, You Tube, as manifestações de apoio à boa moda Fascista (a preto e branco) a esse bandido e Ditador fascista que foi o Botas de Santa Comba (aliás uma terra de gente bem simpática, que teve a infelicidade de ter aquele como um dos seus filhos). Salazar (naquela sua inconfundível voz efeminada, de velha beata) foi indiscutivelmente um Fascista. Ainda estudei o Direito Corporativao inspirado no Direito Italianao Fascista de Mussolini.
    Vá de retro, desgraçado Salazar! Longe da memória!
    Quanto ao jornalista do Observador, só é pena que dê aulas. Imagino as barbaridades que a criatura ensina aos seus alunos! Devia ser proibido de manipular esses jovens!
    Jaime D.M.

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  18. Anónimo01:21

    Ò Sr. Embaixador! A melhor coisa que este blog tem é a sua tolerância,publicando comentários que ás vezes roçam a má criação. Deixe lá o João Cabral ser o paladino dos Anti acordo. O homem sente-se realizado como mestre escola.

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  19. Anónimo09:30

    O "Jaime D. M." deu-nos a habitual noção exaltada da História. Tente ler isto, por exemplo:
    http://www.observatoriopolitico.pt/wp-content/uploads/2017/11/WP_76_HL.pdf

    Ou tente ouvir no Youtube discussões sérias e sem espuma na boca sobre este assunto.

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  20. Dizer que Salazar foi antifascista por ter neutralizado Rolão Preto assemelha-se a dizer que Hitler foi antinazi por ter eliminado as S.A.

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  21. Outra pérola (esta não é rara):

    A assinatura do Jerónimo de Sousa que subscreveu a carta de apoio ao ditador venezuelano é "igualzinha" à do Jerónimo de Sousa que assinou com o Costa o acordo que viabilizou a geringonça. Que surpresa, não?..

    Grande Jerónimo ,a imprensa como é seu costume não divulgou a carta.

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  22. Anónimo12:20

    A comparação de Luís Ferro é absurda. É, na realidade, uma enormidade.

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  23. Anónimo13:45

    Salazar não foi anti fascista nem fascista. Foi ele próprio tentando por todos os meios ficar na mó de cima e... ficou, certamente por incompetência da oposição, não só a sua vida toda como ainda deu mais seis anos aos sucessores . E só quando a tropa se fartou é que tudo acabou. Para isso a oposição pouco contou embora, naturalmente julguem que sim.

    João Vieira

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  24. Anónimo13:58

    Fico piurço com os revisionismos históricos... O comentador da 13 de janeiro de 2019 às 22:11, quantos exemplos quer de declarados fascistas e germanófilos que deram apoio expresso ao Salazar e fizeram parte dos seus governos? O caso Salazar/Rolão Preto teve somente a ver com lutas de poder, mais nada. Mas querem ver que, pelo andar da carruagem, não só nunca houve fascismo em Portugal, como vai pegar essa tese de que o Salazar era anti-fascista? Isto é uma tragédia cómica.

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  25. Anónimo19:09

    Irra que você "duro"! Já agora, porque não fala da quantidade de anglófilos que fizeram parte do governo do Salazar?! É que não entende!!!

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  26. Anónimo22:57

    Leio com algum espanto a lavagem da imagem de um Ditador, porque o foi, e Fascista porque também o foi, de alguns comentadores deste Blogue (um bom Blogue, ponderado, com algum sentido de humor e democrático). Salazar foi – indiscutivelmente - um Ditador, criou uma PIDE, o seu regime esteve por detrás do assassinato de Humberto Delgado, mandou para a prisão inúmeros adversários políticos, manteve uma guerra colonial, patética e sem hipóteses de a ganhar, que sabia estar destinada ao fracasso, após as descolonizações das outras Potências coloniais, enfim, Salazar foi o coveiro do País, sobretudo a partir do final da II Guerra Mundial, quando a Europa acabava de se libertar do jugo Nazi-Fascista e voltava a reconstruir a sua Democracia. Tivesse ele a sagacidade política e teria convocado eleições com vista a devolver a Democracia ao povo, o que teria ajudado a enfrentar, mais tarde, a questão colonial. Mas, um Ditador é sempre alguém a quem falta essa visão política, essa capacidade de discernir. De interpretar os factos políticos e a realidade do momento e menos ainda o futuro. Salazar foi um fraquíssimo político (e no fim da sua carreira estava já caquético) e pagámos caro por isso. Enfim…! E depois, felizmente, lá veio o 25 de Abril. E assim morreu, decrépito, o velho e reaccionário regime, herança gasta de Salazar. Não tenho saudades desses tempos, prefiro, largamente, os de hoje! O Futuro.
    P.

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  27. Anónimo12:18

    Ó senhor, mas como quer que se dê crédito e representatividade aos anglófilos do governo de Salazar, se a Inglaterra, no seu sistema politico, era, em tudo o oposto do nosso regime? Estamos a brincar, ou quê?

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  28. Ao 'anónimo' de 14 de Janeiro às 12:20:
    Quer Salazar, quer Hitler (e outros exemplos haveria) eliminaram, cada um à sua maneira, correntes políticas e activistas que faziam ou tinham feito parte dos seus apoiantes. Nada disso alterou a natureza dos respectivos regimes: em ambos os casos, tratou-se de consolidar quem estava no poder à custa daqueles que, justa ou injustamente, foram vistos como potenciais rivais. Enorme absurdo e falsificação é pretender fazer crer que o episódio de Rolão Preto chega para qualificar o salazarismo como antifascista. É indiscutível que, antes e depois desse episódio e independentemente dele, a ditadura salazarista teve sempre no fascismo italiano uma das suas principais fontes de inspiração.

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