A revista “Sábado” anunciou ontem que decidiu passar a utilizar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, tal como a sua concorrente “Visão” já vinha a fazer há muito. Também o Jornal de Negócios, a Máxima e a TV Guia irão adotar essa grafia.
Perante o mar de publicações que hoje já seguem a mesma prática, o jornal “Público” mantém-se como o exemplo mais notório de “resistência”, uma espécie de “aldeia de Asterix”.
Isto passa-se num país com um ensino público onde o Acordo já é obrigatório, tal como nas instituições e diplomas oficiais.
Percebo e respeito que haja quem não goste e continue a rejeitar utilizar o AO. Está no seu pleno direito, embora seja triste ver alguns a insultar quem segue a nova grafia, adjetivada depreciativamente num evidente ato de desespero.
Com toda a simpatia que essas pessoas me merecem, espero que tenham percebido que estão a disputar uma guerra que já está perdida.
Os acordos em torno de uma forma de ortografia destinam-se essencialmente às gerações seguintes, sendo, em geral, rejeitados por aquela que lhe é contemporânea - naturalmente avessa a fazer o esforço para mudar a forma como escreve. Foi sempre assim e assim será neste caso.
E, agora, “fogo à peça”...