sábado, 5 de janeiro de 2019

Parabéns, Ministro !


Meu Caro João

Dignifica-o, e dignifica muito o governo a que pertence, ter tido a atitude de cidadania de vir a terreiro denunciar a gravidade daquilo que a TVI fez - e que aquele canal assume ser uma deliberada opção editorial -, dando espaço à voz de um sujeito inqualificável, oferecendo-lhe um palco para promover miseráveis ideias que, quanto mais não fosse, flagrantemente contrariam a ordem constitucional em que livremente vivemos.

Os democratas não devem nunca retrair-se de promover a saudável denúncia de tudo quanto possa pôr em causa a liberdade das suas sociedades. Isto torna-se especialmente importante nestes tempos em que algum primarismo argumentativo, que sempre nos tínhamos habituado a ouvir apenas na boca de alguns marginais da política, surge, em várias partes do mundo, titulado por culturas de medo, ódio e preconceito. É que, por cá, como por aí se observa numa fauna que escrevinha em elegantes colunas ou em javárdicas redes sociais, essas mesmas teses fazem também o seu caminho, com loas mais ou menos subliminares aos “ontens que cantaram”. Denunciá-las a tempo é uma obrigação.

Que nunca as mãos lhe doam, meu caro João e nosso ministro da Defesa - que também é a defesa da democracia. Fez muito bem em vir a jogo! Quem não se sente não é filho de boa gente - e você é-o.

Com um solidário abraço do 

Francisco

28 comentários:

Anónimo disse...

Muito bem! Quer o Ministro, quer você, Seixas, em chamar este caso á colação.
A TVI é uma espécie de réplica da TV do CM.
No Reino Unido, por exemplo, este tipo de "promoções" é crime e dá cadeia. Por cá, uns tantos alarves e boçais da Direita acham bem - dizem ser a Democracia no seu pleno.
P...que os P...!

Carlos disse...

Entretanto, o ministro não vê qualquer inconveniente em fazer parte de um governo que em parte é suportado por um partido que apoia e sempre apoiou a ideologia com o maior número de mortes no seu currículo, o comunismo.

E assim se vê a coerência.

Anónimo disse...

A democracia dos esquerdistas de "trazer por casa", ou seja da chamada esquerda caviar, é muito engraçada. Se vier o Arnaldo Matos dizer umas alarvidades, "ai que piada que este gajo tem". Se é outro maluco de sentido oposto, "ai Jesus que vem aí o fascismo". Já voltou a lei da rolha?. É mesmo democracia á portuguesa.

Anónimo disse...

Ó Carlos, você está enganado! A ideologia com o maior número de mortes no seu curriculum é o cristianismo.

Joaquim de Freitas disse...

Carlos ;

Refere-se aos 85.000.000 de mortos da guerra de 1939/45, provocados pela guerra que Hitler desencadeou ?

Ou aos 24 milhões de mortos soviéticos vitimas de Hitler?

Quem pretende defender com o seu comentário? Hitler et Mussolini?

Sei que Portugal fez parte dos países que recusaram de combater a glorificação do nazismo, e esta é a porta aberta na qual os saudosos das câmaras de gás hitlerianas se infiltram …

“A resolução «Combater a glorificação do Nazismo, Neonazismo e outras práticas que contribuem para alimentar formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância relacionada» foi aprovada ontem, na Terceira Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas, com 131 votos a favor, três votos contra e 48 abstenções, entre as quais a de Portugal.”Novembro 2016.

dor em baixa disse...

Antes da II GM houve a IGM, mãe daquela, uma das maiores ações do capitalismo. 20.000.000 de mortos. Assim de repente lembrei-me de um dos negócios mais bem sucedidos do capitalismo na História Moderna: a escravatura. 200.000.000 de mortos.

Anónimo disse...


Brilhante, como sempre, Joaquim de Freitas.

Sempre a corrigir; sempre a repor a verdade.

Obrigado.

João Pedro

Anónimo disse...

Os comunistas e as suas falas mansas, a sua superioridade moral...

Mete nojo - repito, METE NOJO -, ver como se continua a fingir que o estalinismo não existiu, que os milhões de mortos não existiram, que os milhões de deslocados não existiram, que as miseráveis cidades industriais não existiram (onde ainda hoje se morre de poluição), que os Gulag não existiram.

Mete nojo ver como se continua a desconversar perante os massacres de polacos e ucranianos, a entrega de judeus aos nazis, os camiões onde as populações eram gaseadas (foram os russos que os inventaram!!!), a fome!, a fome na Ucrânia, propositadamente provocada por Estaline e que matou milhões!!!

Mete nojo ver como se continuar a branquear a hecatombe na China de Mao, a revolução cultural, a subversão de toda a ordem, o apoio tácito dado aos invasores japoneses, os milhões e milhões de mortos às mãos da fome e dos algozes comunistas.

Mete nojo como se continua a fingir que a invasão do Afeganistão não existiu, que a Cuba de Castro se converteu numa miserável prisão para o seu povo, que por toda a América, Ásia e África não houve um só país onde o comunismo não correspondesse a ditadura, miséria e desrespeito pelos direitos humanos.

Francisco Seixas da Costa, sempre tão preocupado com os (supostos) ataques à democracia quando eles vêm da direita mantém a habitual bonomia da esquerda no que respeita aos crimes cometidos por esta. Combate-se o fanatismo comunista com um sorriso e umas piadas, apenas e oferece-se tempo de antena aos que o branqueiam.

Nada de novo, portanto.

Anónimo disse...

Se as instituições temem um sujeito destes estão bem cientes do que têm feito ao país. E porque não calam as Mortágua? Não lhes encontro democracia em palavras ou actos, e acredito que no dia em que o BE ganhar umas eleições, serão as últimas.

L M D disse...

Caro Joaquim de Freitas:
Para que fique claro, não houve pior ideologia na história da humanidade (na minha opinião) do que a ideologia nazi- fascista, uma completa aberração.

Mas esquecer os milhões de mortos provocados por Lenine, Estaline, Mao e o regime dos Kmhers Vermelhos é algo que não se pode deixar passar em claro. Se é óbvio que é vergonhoso idolatrar uma cruz suástica, é também vergonhoso adorar uma foice e um martelo e tudo o que representam.

No meu ponto de vista, defender uma ou outra destas duas ideologias é um insulto e uma ofensa para com as suas vitimas.

Só para terminar, digo-lhe que de acordo com historiadores imparciais, o numero de vitimas do nazismo é igual ou um pouco inferior ao numero de vitimas dos diversos regimes comunistas, embora também se possa colocar nesta lista infame, pessoas como Franco e Pinochet, que, como sabe, também têm as mãos cobertas de sangue inocente.

Carlos Diniz disse...

Joaquim de Freitas

Acho que pretendo tanto defender Hitler ou Mussolini quanto o senhor pretenderá defender Estaline, Mao ou Pol Pot, como os primeiros, todos canalhas e assassinos de alto coturno.

Os 85 000 000 estão correctos, mas são superados pelos perto de 100 000 000 que se estimam terem caído sob o jugo comunista, dos quais 65 000 000 só na China de Mao e 20 000 000 na União Soviética de Estaline.

Ah, e já agora, se pretendem proibir a expressão da ideologia fascista (o que a nossa constituição taxativamente não proíbe) proponho que se corrija a redação do ponto 4 do artigo do 46 da Constituição da República Portuguesa.


alvaro silva disse...

Lá com o pai o homem não se parece.

Joaquim de Freitas disse...

Se os pro-nazis deste blogue pretendem que entre na contabilidade mórbida das vítimas do comunismo, do capitalismo fascista e do nazismo, eu não entro.

Pertenço a uma família que no dia 15 de Agosto de 1940, às seis horas da manhã, foi acordada pelas coronhas dos soldados nazis, e foram embarcados num camião, depois num comboio, para destino desconhecido, no momento.

Vivo numa região alpina onde os patriotas conheceram aquilo de que os vossos ídolos ideológicos aparentemente, são capazes, e que os combateram, todos unidos, comunistas, socialistas, direitistas, judeus, ciganos , muçulmanos, num combate único contra a barbárie nazi .

Conheço a História. A Guerra Civil Russa, e os seus milhares de mortos, depois a guerra contra-revolucionária das potências ocidentais, e mais alguns milhares de mortos, com o apoio da burguesia russa, que visavam derrubarem a Revolução de 1917.
Conheço a guerra de Napoleão às portas de Moscovo no seu sonho de dominação da Europa, e depois a de Hitler no seu sonho da Grande Alemanha, o tal “Espaço Vital” germânico.

Conheço a Guerra Civil Chinesa, as suas razoes profundas, porque os Chineses nunca esqueceram a guerra do ópio, e os 4 000 soldados britânicos que puseram de joelhos um povo de 160 milhões.

Conheço muito bem a China desde 1964, e tive mesmo o privilégio, no meu stand , de apertar a mão dum comunista célebre, Chu En Lai, antigo trabalhador na Renault em Billanourt, e estudante em França, ( como Lenine), herói da Grande Marcha, futuro Ministro dos Negócios Estrangeiros de Mao, quando veio cumprimentar todos os participantes da Primeira Grande Exposição Francesa, de Pequim, decidida por um anti comunista burguês e grande presidente da França, Charles De Gaulle e Mao Tsé Tung.

Acompanhei a evolução da China, durante 30 anos, na mesma empresa multinacional na qual trabalhei. Estava presente durante a revolução cultural. E vi chegar Deng Xiao Ping, o tal que dizia que se importava pouco da cor do gato, mas sim que apanhasse os ratos…

Até à China actual, onde o capitalismo e o comunismo , estranho cocktail , içaram este país à grande potência que se elevou ao nível da primeira potência mundial, os EUA.

Conheço o farol do capitalismo, os EUA, e a sua Guerra Civil, que custou 168 000 mortos, para abolir a escravatura, sem contar os milhões de escravos que fizeram a sua riqueza para os séculos a vir.
Conheço a cidade de Detroit, no Michigan e outras cidades, transformadas hoje em cemitérios industriais, pela cupidez capitalista, enquanto a China cria uma nova cidade todos os meses.

Conheço um país, os EUA, que desde o fim da guerra de 1945 fizeram sempre a guerra algures. Do Afeganistão à Líbia, passando pelo Vietname, e as Filipinas, Cuba e a América Latina, mesma a minúscula Grenada e Porto Rico, e Panamá, o Iraque e a Síria/ E tantos outros que esqueço de certeza.

Não, não vou contabilizar os milhões de mortos desta ideologia que é tão boa que só se pode impor pela guerra, a morte e a destruição dos Estados.

Uma ideologia que é suposta levar a democracia e os valores do Ocidente, ao mundo inteiro, que ameaça sem cessar, até às fronteiras da Rússia, que cerca com 800 bases militares, que ameaça mesmo a Europa e o Mundo com a extraterritorialidade das suas leis, que impediram a minha firma de vender tecnologia ao Irão, a Renault e Peugeot de vender duas fábricas e Airbus de vender 100 aviões…

E para os ignorantes da História, direi que Pol Pot e os Kmers Vermelhos, foram o resultado da extensão da guerra americana do Vietname ao Cambodja, ao célebre Bico de Pato, porque ali passava a linha de abastecimento dos Vietcong, a famosa linha Hochiminh.

Aqueles que derivaram do tema do “post” do Senhor Embaixador, com a intenção afixada de imitar Goebbels, “ as mentiras repetidas muitas vezes passam a ser verdades”, enganam-se, se pensam que os democratas do mundo de hoje os vão deixar ressuscitar os demónios de Auschwitz e Bergen-Belse, Dachau e Treblinka, a coberto do combate ao comunismo que, era uma utopia, e não existe em nenhum país no mundo.

Joaquim de Freitas disse...

Ao Senhor Carlos Diniz

Uma resposta personalizada a alguns dos seus comentários : A Republica de Weimar não proibia a ideologia nazi. Conhecemos o que adveio. Uma das particularidades do fascismo, sob todas as suas formas; é precisamente de se fabricar um rosto aprazível, mesmo na defesa de valores absolutos dificilmente combatíveis, como o nacionalismo.

O contexto económico difícil na vida de todos os ocidentais e europeus é um verdadeiro ninho para o fascismo e o nazismo. Alguns ainda acreditam que o racialismo não existe; Outros dizem que acabamos com o fascismo... engano. Os meios de comunicação estão eles mesmos promovendo o fascismo, e isso na maior liberdade de expressão

O problema é que quando o fascismo chega ao poder, a liberdade que as democracias lhe concedem, o fascismo recusa -a depois aos outros.

Sou um traumatizado do fascismo salazarista, que nunca concedeu o direito de voto ao meu Pai e ainda menos a mim. Há mais de meio século.

A forma extrema da ditadura dos fascistas, é fazer crer que eles são adornados com um manto sagrado. Como todos os meios de comunicação têm feito para certos populistas na Europa.

Anónimo disse...

O Sr. Joaquim de Freitas está convencido que é o mais "inteligente da rua dele" e auto nomeia-se o educador dos leitores deste blog. Cada um assume a prosápia que quer, embora se pudesse aplicar o ditado do sapateiro não subir alem da chinela. O problema em causa é unicamente discutir se é correto censurar ou não os extremistas, e não as contabilidades dos mártires das ideologias.

Anónimo disse...

O que eu não entendo é porque é que as pessoas ( inteligentes ) não percebem que “ comunismo “ ou “ fascismo “ é tudo a mesma coisa ! São os dois maus pois são extremistas pertencentes a ideais diferentes : uns da esquerda outros da direita . Mas bem no fundo é a mesma coisa . E não tentem convencer as pessoas que os da esquerda é que são os bons pois protegem os mais fracos e os mais pobres . Mentira . Tudo igual , até o ódio que sentem pelos seus adversários . A Social Democracia , ao centro , devia ter força politica para mostrar que é uma utopia querer a igualdade para todos . Isso não existe . E desde que a dignidade de dada pessoa não seja beliscada , não devia haver vergonha se uns têm menos bens ou dinheiro que outros . Igualdade de oportunidades é muito bonito e de ia existir . Mas não esqueçamos que o se humano é diferente e não as mesmas capacidades , vê-se logo na escola : há os mais inteligentes , os mais estudiososos , os mais atentos , os mais espertos . E depois ha os cábulas , os que passam porque copiam , os distraidos e por aí fora . Como é que pdem ser cidadãos iguais ? Só as meninas Mortágua e as Cararinas ( ou Catarinos ) Martins deste mundo é que tentam impingir ( aos mais fracos ) semelhante teoria .

Anónimo disse...

Pois eu aprecio bastante o que o Leitor Joaquim de Freitas comenta.
Ao contrário do anónimo da meia-noite e 47.
Continue, Joaquim!

Anónimo disse...

Francisco Seixas da Costa é a TVI do Freitas.

Joaquim de Freitas disse...

O primeiro comentário criticando a presença do partido comunista no governo, comparando os mortos do comunismo aparece às 16:38, em 5 de Janeiro, e é assinado por Carlos. A partir daqui, o tema da atitude de cidadania do ministro João Cravinho foi esquecido. E é o processo do comunismo que o substitui.

A alguns, aqui, neste blogue, não agradaram as palavras do Senhor Embaixador: “TVI …. dando espaço à voz de um sujeito inqualificável, oferecendo-lhe um palco para promover miseráveis ideias…”

Não ousando debater sobre este tema das “ miseráveis ideias” bem descritas pelo Embaixador, alguns, sempre os mesmos, preferiram visar as outras ideias, as das Mortágua e das Catarinas Martins, como escreveram, e a ideologia que as anima. E dai a contabilidade mórbida na qual se deleitam, correndo o risco de tropeçar nos “zeros” dos números …

Esta conversa, traz-me à memória uma viagem que fiz recentemente a Bruxelas, durante a qual, passando em frente de alguns monumentos, pensei precisamente num dos temas privilegiados do discurso político contemporâneo que é a revulsão provocada por esses grandes horrores do século XX, que são o fascismo , o nazismo e o estalinismo.

Se quiséssemos ser honestos, devíamos não esquecer um SISTEMA de opressão política que se espalhou por quase todo o planeta, por séculos e décadas, e que causou no total mais vítimas do que o estalinismo, o nazismo e o fascismo juntos.

Foi sinónimo de deportação de populações inteiras, culturas aniquiladas, escravidão, campos de trabalho forçado.

Justificou-se por meio de uma ideologia fanática, o racismo, que tem um grande parentesco com o nazismo; onde dominava, um obscurantismo imposto por meios totalitários. O rescaldo deste sistema afecta a vida de muitas pessoas mais do que o rescaldo do estalinismo ou fascismo.
É impossível compreender o mundo contemporâneo, que seja a dívida do Terceiro Mundo, a política do FMI, a migração, o racismo, os problemas ambientais, ou os acontecimentos do Congo, Zimbabué, Líbano, ou mesmo os Balcãs, sem voltar à sua genèse. Milhões de pessoas no mundo morrem todos os anos, vítimas das consequências do …SISTEMA !

No entanto, falar sobre este SISTEMA não é simples; A sua história, como eu aprendi na escola, foi puramente e simplesmente negativista. Mesmo hoje, muitos livros são escritos para justificar este sistema. Ninguém pede para colocar restrições específicas sobre a liberdade de expressão, a fim de bani-los (nem eu). Por algumas décadas, podemos falar um pouco mais objectivamente do SISTEMA, mas tem que se ter cuidado de não exagerar, para não dizer nada.

É necessário evitar cair na auto culpabilização ou derramar as lágrimas do homem branco. O discurso de Sarkozi em Dakar e o de Macron em Argel são bons exemplos.

É importante lembrar que o sistema coexistiu com uma certa democracia, certamente limitada aos beneficiários do sistema, mas ainda. Acima de tudo, nunca devemos usar o sistema para justificar os crimes de Pol Pot ou as várias ditaduras que conseguiram obter o colapso parcial do SISTEMA. Mas, é normal utilizá-los, invocando-os num ritual e fora do contexto, os crimes de Estaline ou Pol Pot para silenciar dissidentes no Ocidente, se é para justificar a guerra do Vietname, a do Golfo ou o ataque da NATO à Jugoslávia.

aamgvieira disse...

A verdade vem sempre ao de cima, como o azeite.

Excelente nota do anónimo de 7/1/19 das 10:31 !

Joaquim de Freitas disse...

SUITE:
Os crimes de Estaline, dos quais, ao contrário dos do sistema, eu ouvi desde a minha juventude, são constantemente revelados ou redescobertos. Mas, quando se fala do SISTEMA muitas vezes ouvimos que é uma velha história, que todos conhecem.
É muito errado sublinhar o idealismo dos militantes comunistas, como fez o Senhor Embaixador para os Portugueses, as realizações económicas da URSS na época de Estaline ou o papel essencial destes na derrota do Nazismo.

Mas, é difícil falar do SISTEMA sem lembrar que, no entanto, havia aspectos positivos e que as motivações dos beneficiários do sistema eram "complexas".

É de bom-tom perguntar como Sartre pôde escrever o que ele escreveu sobre o comunismo; Mas seria inaceitável perguntar como Hegel pôde escrever o que escreveu sobre negros e índios; Enfim, era o espírito da época…

A Igreja Católica, e a maioria dos partidos políticos da direita mantiveram uma cumplicidade de longa data com o SISTEMA, que nunca negaram publicamente;

Se um grupo de pessoas se reúne sob o retrato de Estaline na Rússia, isso provoca a nossa indignação. Mas a estátua equestre de um dos maiores criminosos da história do SISTEMA, no coração de Bruxelas, não perturba ninguém; De facto, os seus crimes estão relacionados com o SISTEMA: Eu vi-o, mais uma vez!

A maioria dos principais monumentos de Bruxelas foi construída graças à pilhagem feita possível pelo SISTEMA. Podia fazer uma lista, também, em França e em Portugal. Sem pedir licença a Saramago, para falar de Mafra!

Ao ir para o terminal de eléctrico 44, descobre-se um museu dedicado a uma apologia mal disfarçada do SISTEMA. A riqueza, o sistema político e as instituições encontram todas as suas raízes na história do SISTEMA. Mas enquanto a história do estalinismo é dita para nos levar a rejeitar toda utopia, os horrores do SISTEMA não são suficientes para desacreditá-los.

Claro, que os leitores, se o Senhor Embaixador permitir um texto tão longo, já compreenderam que o SISTEMA é o colonialismo e o imperialismo ocidental (para usar uma palavra quase-tabu).

Não se trata de defender o estalinismo ou o fascismo, mas sublinhar a inanidade de grande parte do discurso político contemporâneo que, centrando-se nos crimes daquilo que estamos a transmitir à outra das nossas sociedades, permite-nos esconder de uma forma quase permanente a principal fonte de conflitos que dilaceram o mundo hoje.

Na verdade, há algo comum a acontecimentos aparentemente tão diversos como a guerra do Vietname, o golpe de estado Pinochet, o assassinato de Lumumba, o embargo contra Cuba e a invasão e destruição do Iraque e da Líbia, ou o que é chamado de globalização: esta é a continuação do SISTEMA por outros meios.

Contanto que os ocidentais não concordem lucidamente contemplar seu próprio passado e não tentem reparar os erros que lhes fizeram tão bem, os discursos anti totalitários que tantos intelectuais gostam de pronunciar, não serão de nenhuma maneira moralmente em nada superiores àqueles da caridade cristã dos patrões no século passado.
Dito isto, o SISTEMA é uma invenção do OCIDENTE. Antes, muito antes, que os canhões do cruzador “AURORA” disparassem sobre o Palácio do Czar.



Senhor Embaixador. Apresento-lhe as minhas desculpas pela extensao do texto. Obrigado.

Anónimo disse...

Vieira,
meu caro, prefiro as manas Mortágua+a Catarina Martins, o BE em peso+a CDU ao PSD/CDS/MRPP/ALIANÇA/MÁRIO MACHADO+Cavaco Silva.
OK?
a) G.Martins

Anónimo disse...

A este Freitas só lhe faltam as penas. Apre!

Anónimo disse...

E que diz o ministro sobre o que se passou em Tancos e sobre uma suposta rede que trafica o armamento do exercito portugues?

Anónimo disse...

O Sr. Ministro “ ainda “ não teve tempo de pensar nisso !!!
Mas também gostava de saber o que pensa sobre um assunto tão sério e que envergonha Portugal e as Instituições responsáveis . Mas tenhamos calma , “ talvez “ algum dia venhamos a saber . Ele só está a começar , outros valores mais altos se levantam .
Cumprimentos

Anónimo disse...

Porque é que G.Martins , das 21,32 , arranjou um grande saco o de mete tudo dentro , incluindo Mário Machado ? Não percebeu que esse senhor não mete medo a ninguém e não é para levar a sério ? Está a misturar alhos com bugalhos , porque dentro desse saco estão pessoas respeitáveis e respeitadas que não devem ser confundidas com outras ...
Para a próxima faça pelo menos uma selecção , não custa nada , e pelo menos mostra que sabe distinguir o trigo do joio !

José Laranjo disse...

É precisamente o que faz o anónimo das 21:32, separar o trigo do joio e não juntar o PS ao trigo, não parece má ideia, já que se o fizesse já era mistura, embora não fosse joio!

Anónimo disse...

Desde quando o sr. Mário Machado tem alguma coisa a ver com o PSD/CDS que são partidos sociais democratas ? De extremistas não têm nada . O sr. Anónimo quer mesmo misturar os alhos com os bugalhos . Assim como o PS não é extremista .