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sexta-feira, janeiro 11, 2019

“Tintin a nonante ans!”


Tintin faz agora 90 anos. Este fim de semana, por entre muita coisa que tenho para fazer, vou tentar encontrar tempo para me deliciar a rever alguns dos seus álbuns - de que, felizmente, tenho uma coleção completa, com várias versões que foram evoluindo com o tempo, ao sabor do politicamente correto. E ainda tenho imensa livralhada sobre Tintin, inclusivé um glossário das interjeições e insultos do Capitão Haddock. A “tintinofilia” é uma doença incurável.

Hergé, na criação das suas personagens, não prestou muita atenção a figuras portuguesas. Há apenas três: o professor Pedro João dos Santos, da Universidade de Coimbra, um anónimo jornalista do “Diário de Lisboa” e a melhor de todas, um português das arábias, uma figura que honra a diplomacia económica e que a Aicep, se tivesse humor e coragem, já há muito deveria ter elegido como o seu ícone: o Oliveira da Figueira, capaz de vender um par de skys no deserto do Saara.

Grande Tintin, grande Hergé! Nem pelo facto de Hergé ter sido, tristemente, um colaboracionista, lhe retira o mérito de ser um génio, a quem sou eterno devedor de muitas horas de genuíno prazer.

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