Hoje, aqui em Angra do Heroísmo, tive uma sensação similar à que, por vezes, me ocorre em Vila Real. Levantei-me sem pressas, fiz três coisas que tinha para fazer durante a manhã e, de repente, dei-me conta de que ainda me faltava imenso tempo, antes da hora do almoço. Agora, com essa refeição acabada, sei que tenho uma boa pausa até ao primeiro dos dois compromissos que hoje ainda tenho, se bem que um deles seja algo distante, na Praia da Vitória.
Imagino que, para quem aqui vive em Angra ou para quem habita em Vila Real, isto seja uma conversa completamente sem sentido. Mas posso dizer que quem vive em Lisboa, com o estado atual do trânsito, percebe muito bem o meu sentimento. Aqui, nesta terra, parece haver tempo para tudo. Até o ritmo das pessoas parece adaptado a este doce deixa-andar. E, contudo, esteja eu onde estiver, Lisboa faz-me falta. Que coisa!