segunda-feira, maio 20, 2024

Ponto

A ver se nos entendemos. O presidente da AR, pelo regimento, não pode impedir um deputado de dizer dislates. Mas, pela ética e pela decência, se for um democrata (e tenho Aguiar Branco por um democrata), deve sempre intervir e denunciar quem ataca os valores da República. Ponto.

18 comentários:

João Cabral disse...

Aguiar Branco não é Santos Silva...

Anónimo disse...

Defender os valores da República? Então é presidente dos que defendem esses valores e só desses. Já vimos esse filme, protagonizado por um dos personagens de pior memória dos últimos 30 anos. Para alguma coisa deve servir o regimento da Assembleia.

Mas já deu para perceber. Agora tudo é escândalo, tudo causa indignação. Durante uns tempos. Depois habituam-se e habituam-se a ser oposição - porque o pêndulo político em Portugal e na Europa parece ir todos ao arrepio das esquerdas. E por muito tempo.

Anónimo disse...

Concordo, é Inegável. Deveria ter imediatamente posto na ordem a deputada Leitão que veio afirmar a existência de raças entre a espécie humana e da mesma penada inferir que o povo turco é uma raça. Donde se infere claramente que o povo português também é uma raça, etc, etc. No século XXI continuar a sustentar a existência de raças humanas diferentes é totalmente inaceitável.
M. Prieto

Luís Lavoura disse...

O presidente, enquanto presidente, não tem nada que intervir. Quem tem que intervir são os outros deputados. A expressão errada cura-se sempre com mais expressão, nunca com menos.
Se alguém no CHEGA diz algo que desgosta outros, esses outros devem pedir para intervir e exprimir o seu desagrado. Não devem pedir a intervenção da mesa. A mesa não tem nada que tapar a boca a, repreender, censurar, multar ou denunciar um deputado qualquer. Os deputados têm liberdade de expressão. Tal como os não-deputados.
25 de Abril sempre! Fascismo nunca mais!

marsipulami disse...

Parece-me um enorme erro político oferecer de borla ao Ventura um debate no Parlamento por cada vez que ele se comporta pior que um carroceiro. Já não é surpresa, por isso não encontro antenuantes às restantes bancadas onde não faltam membros experimentados. Há muito que deviam ter acordado entre si uma resposta comum para esses dislates. Não há que eu saiba divergências substanciais nesta matéria que obstem a uma coordenação prévia. Ouvir uma respeitável deputada perguntar ao presidente da Assembleia se se pode dizer os maiores dislates equivale a oferecer um prémio ao Ventura. Pouco inteligentes!

Anónimo disse...

O Wokismo é uma coisa detestável. Não se pode abrir a boca. O Ventura diz muita asneira mas ele não disse que "os turcos são preguiçosos". Foi uma frase diferente. Mas logo num debate na TV ouvi alguém falar em paciência chinesa? Devia ser despedido do cargo que ocupa na TV?
E Alexandra Leitão falou em peixeirada. Não será ofensivo para as peixeiras? É melhor estar calado? Mas quem fica calado no caso de Alexandra não está no fundo a encobrir uma ofensa às peixeiras?
Eu nunca digo "todes" nem sequer "todos e todas" limito-me a dizer "todos" (como aprendi na Gramática que, se calhar, devia estar no index). Até agora ainda não fui abordado por nenhum Polícia. Sorte minha que mudará quando inaugurarem o "Ministério do Bem Falar" e criarem a polícia dos costumes.
Lá ia o Ministro da Defesa para a cadeia por pensar que uma instituição respeitável e defensora da paz como a NATO é um clube de futebol (e dos fracos). O Atlético que me desculpe se os ofendi.
Zeca

hmj disse...

Senhor Embaixador:
Pois, a falta de qualidade cívica, moral e cultural do novo regime, até o baixo registo inaceitável de linguagem, só agora começa a instalar-se.
Os cidadãos do tempo de um senhor de Boliqueme lembram-se bem da secura da vida cultural e cívica abaixo do nível de um provincianismo atrós.
De manselinho, para os ignorantes, de portas escancaradas, para os verdadeiros democratas, renova-se a degradação da DEMOCRACIA.
Oxalá que as pessoas acordem antes que seja tarde.

Anónimo disse...

Porque é que PS e PSD não querem mudar o regimento!? Não seria a solução para punir deputados que ultrapassem as linhas vermelhas da boa educação? Qualquer dia a AR torna-se uma bandalheira, com a ajuda do chega e o Alguidar Branco (gíria militar) fica impávido e sereno.
Albertino Ferreira

Anónimo disse...

"Alguidar Branco"
Gozar com o nome de uma pessoa? É preciso muito cuidado. Não é pensar duas vezes antes de falar, é pensar 10 vezes e consultar Gramática e Dicionários. Só depois falar.
O wokismo começa a ser intolerável.
Zeca

Luís Lavoura disse...

Quando um homem ofende outro homem, esse outro homem riposta.
Quando um homem ofende uma mulher, esta vai-se queixar ao marido e pedir-lhe que dê uma tareia ao agressor.
O PS, em vez de ripostar a Ventura, foi-se queixar a Aguiar Branco. Teve uma atitude tipicamente feminina.
(Felizmente atualmente já há muitas mulheres que se sabem comportar como homens.)
No tempo da Outra Senhora é que as pessoas se iam queixar à PIDE de que alguém se estava a portar mal. A PIDE punha logo, logo o malcomportado na ordem.
Felizmente Aguiar Branco não é pidesco.

Anónimo disse...

Parecia que afinal havia uma "deputada" turca na Assembleia da República em Portugal.

afcm disse...

É realmente uma questão muito, mas muito complexa.
Se a métrica for a ética e a decência, um dia destes aquele tal partido tem legitimidade para exigir ao PAR que advirta qualquer deputado que tenha o topete de os chamar de fascistas e xenófobos e até populistas - pois todos estes epítotes, temos de convir, são contra os valores da república e de acordo com os valores de cidadania adquiridos pela mediania, são ofensivos e ultrajantes.

E então - o que fará o PAR ?

Em termos jurídico penais, a demonstração da realidade dos factos exclui o crime. Ou seja, eu posso chamar de xenófobo o Dr. André Ventura e isso será uma injúria ( em princípio, penso seu, mas nada me admiraria que o destinatário da injúria assim não ache ) . Mas se eu fizer a demonstração de que isso corresponde à realidade, já não haverá crime algum.


Francisco de Sousa Rodrigues disse...

Nem mais!

Para os cultores da liberdade de expressão, aposto que a mesma acaba quando lhes chamem "filha da meretriz" ou algo afim.

E a culpa é do "wokismo" - termo que me faz lembrar uma qualquer teoria da conspiração em torno de algum "plano maléfico" de empresários da restauração buffet "sinonipolusa" (por vezes com outras gastronomias pelo meio).

Mal por Mal disse...

Ventura disse o que disse dos turcos e o Erdogan disse que o festival da canção é contra a família.

Carlos Antunes disse...

Um excelente artigo de Fernanda Câncio no DN de hoje:
“Bibliografiazinha para Aguiar-Branco (e outros insignes juristas)
O presidente do parlamento decretou a liberdade total de expressão dos deputados (desde que sem tutear) para ali exprimirem racismo. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, o Conselho da Europa, até a nossa Constituição, discordam veementemente. Se calhar Aguiar-Branco não reparou. Não faz mal: mando bibliografia.”

Anónimo disse...

Analizada no seu contexto a frase é um elogio ao Governo turco, em comparação com o Governo português no que respiat a execução de um aeroporto.
Claro que a representante do PS nem isso foi capaz de entender....

manuel campos disse...


Sempre preferi ler gente pouco interessante mas bastante sensata a ler gente muito interessante mas pouco sensata.
Há um problema de sentido prático da vida e de honestidade intelectual nisto tudo.
E a fronteira nalguns casos particulares é ténue e vaga, pois gente muito sensata a analisar os problemas dos outros costuma ser muito insensata a tratar os próprios problemas, aliás tenho reparado que os mais inteligentes pouco diferem dos menos inteligentes, os sentimentos acoplados aos interesses pessoais são tramados, atraiçoam qualquer um e quanto mais vivo intelectualmente alguém é, mais grossas costumam ser as asneiras nas decisões pessoais.

Ora isto também é razoavelmente válido para o clube de que gostamos e o partido que apoiamos.
A “futebolização” da política a que se tem vindo a assistir por parte de um número razoável de comentadores e analistas está a dar cabo dos restos de bom senso reconhecido que se viam por aí, à medida que as situações se extremam adensa-se um lamentável “mau perder” generalizado mas compreensível, tanto mais que na sua grande parte vem das camadas etárias que sentem o desespero de saber que já não vão ter tempo de “dar a volta ao jogo”.
Deveriam assim pensar que, havendo ciclos políticos, sociais e económicos que irão como sempre alternando os modos de estar na vida das gerações seguintes (que são as que interessam), haveria que fazer tudo para que as próximas gerações a serem “convocadas” ganhem os jogos que nestes tempos parece que estamos a perder, mas isso é capaz de ser pedir muito.
Fechadas em “bolhas” que lhes aliviam os pesares dizendo-lhes o que querem ouvir, muita gente está confortável e ai de quem lhes diga que pode não ser bem assim, que o futuro não passa por nada do que pensam hoje se não fôr ajustado ao que pensam e precisam as gerações seguintes, cavalo de batalha que sempre cavalguei (ainda que me tenha deixado de “espadeiradas”).

Hoje encontrei por aqui um rapaz da minha idade que ía buscar os netos à escola primária, ontem na Praça de Londres outro velho conhecido empurrava um carrinho de bébé com um neto.
E eu a partir de anteontem não tenho nenhum neto com menos de 20 anos, todos trabalham, estudam e nenhum vive com os pais.
E se a idade da reforma se mantiver por onde anda os meus filhos mais velhos reformam-se daqui a uns 12/13 anos e eu ainda só vou ter 90/91 anos, sentamo-nos todos num banco de jardim a dizer mal de tudo, é essa a magna função dos reformados como devem ser.
São estas referências temporais que eu tenho, que marcam o meu passar dos anos, a vida vivida no que realmente importa, o desinteresse e até desconforto em estar a fazer figura de "soixante-huitard" muito "après la lettre", onde isso tudo já vai.

Sem consciência que o nosso papel é preparar os mais novos – e por mais novos já falo dos meus netos e dos outros logo a seguir – para as vantagens daquilo em que acreditamos, sem perdermos muito tempo a só falar das desvantagens daquilo que não queremos, não vamos lá.
Palavra de quem já criou as duas gerações a seguir e há muito que não tem teorias sobre isso pois, como alguém disse um dia “antes de ter filhos tinha muitas teorias para os criar, agora tenho muitos filhos mas já não tenho nenhuma teoria”.




Anónimo disse...

Alguidar Branco era assim conhecido pelos militares quando foi Ministro da Defesa e nunca se queixou!

Que Praga!

Ainda bem que o jogo acabou. Estava farto de ouvir chamar Chéquia à República Checa.