domingo, maio 19, 2024

Na mãe das democracias

Quem se escandaliza pelo facto de se exigir ao presidente da Assembleia da República que evite linguagem ofensiva, talvez devesse visitar a Câmara dos Comuns britânica, onde, sob ordens do "speaker", o "serjeant-at-arms" pode expulsar deputados que usem palavras impróprias.

9 comentários:

Nuno Figueiredo disse...

John Bercow.

João Cabral disse...

Ainda não fazemos parte do Reino Unido. Ainda...

aguerreiro disse...

Por cá e se a coisa continuar tem que ser criado para a assembleia o cargo de capitão dos discursos!

Francisco de Sousa Rodrigues disse...

Ainda me vou rir muito à pála da defesa da "liberdade de expressão" por parte do Sr. Presidente da AR.

Luís Lavoura disse...

A Câmara dos Comuns britânica é um mau exemplo em muitos aspetos.
Temos que saber escolher dos modelos estrangeiros aquilo que é bom. Não aquilo que é mau.

Carlos Antunes disse...


Francisco de Sousa Rodrigues
Muito bem observado.
Acompanho-o no riso sobre o conceito liberdade de expressão que no futuro JPA virá a adoptar. Para já é glosado na imprensa internacional.
O princípio de Peter é tramado - nem sempre um bom advogado dá um bom presidente da AR!

Francisco de Sousa Rodrigues disse...

Carlos Antunes,

Sem dúvida, o princípio de Peter está a mostrar-se válido por aqueles lados.

Carlos disse...

Acho que estarei em minoria mas no caso vertente Ventura foi igual a si próprio: demagógico na comparação com a Turquia - o tempo para colocar um novo aeroporto operacional nada tem a ver com trabalhar muito ou pouco mas sim com o nível de escrutínio a que estão sujeitas as decisões dos vários actores - as avaliações de impacto, as consultas públicas, os contratos públicos e a eficiência da máquina administrativa. A ideia de que os Turcos são mais ou menos trabalhadores é o lado vagamente insultuoso do personagem mas este tipo de comparações idiotas está ao nível do Dijsselbloom sobre copos e mulheres.

O PS e a esquerda aproveitaram a ocasião para atacar o PAR e acho que tiveram uma reação desproporcionada face à suposta gravidade das declarações do Ventura e o episódio que acaba por colocar o Ventura e o PAR no papel de vítimas. O cidadão médio não liga peva ao suposto insulto aos Turcos (ou aos Portugueses conforme o ponto de vista). E a AR já viveu muitos momentos bem pouco nobres com outros PAR … esta escaramuça contra Aguiar Branco foi desproporcionada, inútil e mesmo contraproducente.

Concentrem-se no que é realmente importante - sobre o IRS estavam distraídos, sobre o aumento da capacidade da Portela feito de forma habilidosa e que uma vez mais deixa a ANA com a faca e o queijo na mão ficaram calados. O Sr Pedro Nuno Santos e Alexandra Leitão que escrutinem o governo em vez de se distraírem com as supostas ofensas ao povo Turco.

Tivesse o PS (incluindo o antigo Ministro Pedro Nuno Santos) trabalhado como deve de ser e não estaria agora com o amargo de boca de ver Luís Montenegro a anunciar o aeroporto depois de o PS ter preparado a decisão.

Anónimo disse...

No Reino Unido o "Speaker" daquele seu fogoso Parlamento, nos momentos mais animados, lá vai proclamando "order", order!"... e chega.

No R.U. o filtro para MPs mal comportados é, como sabemos, o chicote, "the whip", personagam com
autoridade desciplinar nos, dentro dos, partidos e que não perdoa. O último lote de expulsos, cerca de 24 numa legislatura, foram quase todos por indecente e má figura, pois que envolvidos em acidentes antigamente chamados de "para maiores de 18 anos". Por cá chama-se preguiçosos a uns extrangeiros... e cai o Carmo e a Trindade!.

O nosso ilustre "Speaker" esteve firme e bem. Não vai replicar o anterior lápis azul.
O problema é que na AR só se vendem maças em sacos. Basta uma maça podre para estragar o saco todo. E temos que comprar o saco todo, mesmo sabendo que lá dentro estão algumas podres. Por cá não se vendem maças avulso, não admira a falta de compradores.

Que Praga!

Ainda bem que o jogo acabou. Estava farto de ouvir chamar Chéquia à República Checa.