Sou do tempo do futebol às três da tarde, sempre e só aos domingos. À noite, apenas os jogos internacionais dos clubes, porque até os das seleções (seleção A, seleção B e seleção militar) respeitavam o ritual dominical. Esta modernice de ter jogos a toda a hora e em dias diversos não existia.
Os relatos na rádio cobriam apenas os dois jogos mais importantes, com saltos na emissão: "Alô, Nuno! Passo às Antas!", dizia Artur Agostinho para Nuno Brás. E lá chegava, alambicada de vez em quando, a "evolução do marcador" nos outros "prélios".
Nos relatos, ia-se sabendo da sorte do "esférico", que os "backs" (béques, dizia-se) tentavam travar, se o "liner" não tivesse marcado "off side" (ainda digo assim...), antes de chegar ao "keeper".
Querem recordar como começava a "Tarde Desportiva" da Emissora Nacional? Cliquem aqui.
Era um país arrumadinho, era, mas muito chato, convenhamos.
