quarta-feira, fevereiro 21, 2024

Segurança


Teve hoje lugar no Grémio Literário, o lançamento do novo livro de Nelson Lourenço, "Sociedade Global e Segurança - Modernidade, Complexidade e Incerteza".

Coube-me fazer uma apresentação do livro, com um texto que pode ser lido aqui.

6 comentários:

  1. manuel campos19:56


    Há aqui muito por onde se pode trocar ideias e parte do texto lembra-me um comentário que fiz quando da queda do muro de Berlim: “isto é uma boa notícia e é uma má notícia”.
    Da leitura do texto ressalta logo à cabeça uma constatação sua que nos leva a algo que Conan Doyle pôs na boca de Sherlock Holmes:

    “The world is full of obvious things which nobody by any chance ever observes.”

    Muita da nossa vida de hoje tem sofrido em grande parte do que foi a “má notícia” e não me parece que , infelizmente, a “boa notícia” tenha subsistido na memória colectiva, feita quase só dos que cá estão e querem saber disso.

    Do meu ponto de vista aquilo a que chama a sinofobia de Washington é mais uma “aversão” económica, provocada pela entrada de produtos (sejam os que forem) que os americanos “sentem” que podem ou poderiam substituir internamente , talvez com algumas perdas (maior custo) mas também com alguns ganhos (maior emprego).
    Talvez essa “aversão” descambe também em financeira, se o dólar fôr perdendo a importância de moeda única que ainda tem em muitas paragens.
    A economia e os trabalhadores americanos têm uma capacidade de dar a volta e se reconverterem grande, todo o contrário da Europa, não se vê como reverter por cá a deslocalização que foi feita, nem como os europeus aceitariam pagar algumas das contas daí decorrentes, de tão habituados que estão a nem sequer pensarem nisso, porque não o querem fazer e, mais ainda, porque ninguém sequer o lembra.

    PS- O realizador francês Bertrand Blier fez em 1963 o documentário “Hitler, connais pas”, entrevistas a jovens dos 15 aos 22 anos, uns 18 anos depois do fim do nazismo.
    O título tornou-se representativo da ideia, não estando directamente ligado a um propósito específico do filme.
    Mas hoje nem sei bem quantos temas se poderiam pôr ali nos pontinhos “..., connais pas” num projecto semelhante.

    ResponderEliminar
  2. manuel campos21:38



    Agradeço que me confirmem se li bem que no "Steadfast Defender 2024" estão empenhados 90000 (noventa mil) militares, dos quais 37 portugueses.

    Tendo em conta o que tenho "ouvido" por aqui, cada vez que me interrogo sobre estes assuntos da defesa nacional e da nossa participação na NATO, é só para saber se, de facto, ainda sei ler.

    ResponderEliminar
  3. Nuno Figueiredo10:49

    19:56 muito, muito interessante.

    ResponderEliminar
  4. Como sempre, uma análise eloquente.

    ResponderEliminar
  5. manuel campos18:23


    Outro tipo de segurança, as minhas desculpas pelo off-topic.

    Nunca termos o último grito da moda, antes de termos alguma certeza que não nos estamos a precipitar só para impressionar o pagode (que aliás já não se impressiona com nada), é um bom princípio.
    Há tempos uns conhecidos meus andavam muito contentes e orgulhosos do seu novo carro “keyless”.
    Depois acharam menos graça quando o emprestaram ao filho, o filho foi-se embora nele e só deram pelo facto de eles terem ficado com a chave na mão um bocado depois (vale que com os telemóveis não deu para o filho já estar muito longe).

    Agora o “The Guardian” conta-nos histórias aqui “Gone in 20 seconds: how ‘smart keys’ have fuelled a new wave of car crime”.

    E há seguradoras inglesas que já não os seguram contra roubo ou então triplicam ou quadriplicam o prémio.

    ResponderEliminar
  6. manuel campos14:26


    Só mais uma, que apanhei por aí:

    Nos conselhos que se encontram para "How to protect your keyless entry car" está este "Use a steering wheel lock or car alarm".

    Portanto uma bengala anti-roubo para o volante e um alarme para o carro.

    Resumindo: o progresso levou a que nos aconselhem a usar nos carros mais sofisticados o mesmo tipo de segurança que se usava há 40 anos nos carros menos sofisticados.

    É bonito!

    ResponderEliminar

Histórias da hipocondria

Nunca por aqui contei aqui esta história, mas já a referi a amigos. Ocorreu há exatamente 40 anos. Tinha acabado de chegar do meu posto em A...