Cansado dos nomes tradicionais, num domingo a derreter de calor, decidimos experimentar um restaurante na Rua da Escola Politécnica, de que vinha a ouvir falar, há uns tempos. Embora seja sempre perigoso comer por aquelas bandas: com a Livraria da Travessa ao lado, a conta pode subir...
O nome - "Pica-Pau" - era bem português, embora anote que é cada vez mais raro o restaurante lisboeta que oferece um bom pica-pau. Reservei de véspera. Reservo sempre, em toda a parte. Entrámos e quase só havia estrangeiros.
O espaço é interessante, pequeno, com uma área aberta atrás, bem agradável neste tempo. A casa não terá mais de 50 lugares. O serviço era jovem e delicado.
A lista, surpreendentemente para a clientela que por ali se via, era mesmo portuguesa, sem concessões à moda, bem construída e equilibrada. Há um prato de referência para cada dia da semana. Os preços, para a zona da cidade e para a qualidade do que se provou, eram muito razoáveis. Surgiu uma boa lista de entradas, permitindo aí assentar uma refeição de petiscos, para quem tiver essa tentação, "à espanhola". E ninguém nos tentou impingir "couvert" e coisas cumulativas (que, aliás, pedimos). Nos pratos de "resistência", uma boa escolha era possível, suficientemente variada. Apenas a lista de sobremesas pareceu demasiado curta. Os vinhos tinham boas opções de defesa pessoal - "if you know what I mean".
Gostei do " Pica-Pau".
