Por décadas, Paris habituou-se a ver a sua influência "respeitada" em África, embora a "Françafrique" tivesse vindo a dar, nos últimos tempos, sinais de um crescente declínio.
Agora, quase de um momento para o outro, Paris vê a "sua" África sub-saariana começar a cair como um castelo de cartas. A isto há que somar o degradado estado atual das relações com Marrocos, a Tunísia e a Argélia.
Emmanuel Macron pode vir a ficar, na história francesa, como o titular de um inédito tempo de afastamento com a África, que já não parece ser recuperável.
De Gaulle e Foccart devem estar a dar voltas nas tumbas.