Sou um assumido comodista. Sem o menor complexo por sê-lo.
Se acaso posso ir de carro a qualquer sítio, nunca vou a pé. Sempre fui assim. Lembro-me (com uma ponta de orgulho envergonhado) de que, quando entrei para o MNE, há quase meio século, tempo em que havia lugares para estacionar à vontade, chegava a ir de carro das Necessidades à Infante Santo, para almoçar num bar que por ali havia. Eram aí 200 metros... mas sempre evitava a subida, no regresso.
Dou conta do refinamento do meu comodismo na minha relação atual com a praia, ali ao fundo da rua. Cada vez encontro mais pretextos para evitar ir por lá, para regressar cheio de areia, misturada com creme solar. Opto pela piscina. E, nela, em vez de nadar (é uma canseira, concluí!), dou comigo por ali a chapinhar.
Nestas férias, como de costume, o meu "workout" é alternar entre a cama, o sofá, a espreguiçadeira e o banco do automóvel. E, vá lá!, a cadeira do restaurante. E não é pouco: se se somar, com rigor, a distância entre todos estes pousos, logo se avaliará o que são as minhas maratonas diárias.
Ah! E acreditem nisto ou não! A escolha é vossa!
