terça-feira, agosto 01, 2023

Daqui desta Lisboa


Daqui, desta Lisboa compassiva, 
Nápoles por suíços habitada, 
onde a tristeza vil e apagada
se disfarça de gente mais activa; 

daqui, deste pregão de voz antiga, 
deste traquejo feroz de motoreta 
ou do outro de gente mais selecta
que roda a quatro a nalga e a barriga; 

daqui, deste azulejo incandescente, 
da soleira de vida e piaçaba, 
da sacada suspensa no poente,
do ramudo tristolho que se apaga;

daqui, só paciência, amigos meus!
Peguem lá o soneto e vão com Deus...

(Alexandre O'Neill)

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