sábado, agosto 05, 2023

Amen

Os comentários negativos da extrema-direita sobre a jornada católica, bem como sobre a figura do papa, podem acabar por lhes sair caros. Dado o bom acolhimento que as Jornadas estão a ter, tais críticas vão em rumo abertamente contrário ao sentimento conservador dominante.

2 comentários:

  1. Que lhes saia mesmo e que o enterro seja segundo o Rito Tridentino tão ao gosto de uns "Pios Décimos" que lhes apreciam muito as ideias.

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  2. Para além da posição negativa da extrema-direita sobre a jornada católica, estranhei (ou se calhar não!) o apagão total entre os meios de comunicação, analistas e comentadores, ao discurso do Papa Francisco no CCB, na parte em que este referiu ao modelo económico em vigor e à necessidade da intervenção do Estado na regulação do mercado:
    «A boa política pode fazer muito neste sentido; pode gerar esperança. Com efeito, não é chamada a conservar o poder, mas a dar às pessoas a possibilidade de esperar. É chamada, hoje mais do que nunca, a corrigir os desequilíbrios económicos dum mercado que produz riquezas, mas não as distribui, empobrecendo de recursos e de certezas os ânimos».
    Comentaram todas as nuances do discurso do Papa (eutanásia, política europeia, solidariedade para com os pobres, refugiados, mortes no Mediterrâneo, etc., etc.), mas sob este particular e relevante aspecto da economia, nem uma palavra.
    Percebe-se o desconforto e o incómodo do discurso do Papa Francisco de crítica ao modelo sócio-económico europeu resultante da revolução conservadora e neoliberal vigente desde o último quarto do século passado.

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