Seguidores

Se quiser ser informado sobre os novos textos publicados no blogue, coloque o seu email

domingo, abril 19, 2020

“Então almoçamos depois...”


Um dia, estava a almoçar num restaurante em Belém, no Brasil. A certo passo, vi que o céu se adensou e, quase subitamente, caiu uma fortíssima bátega de água. Comecei a ficar preocupado, porque tinha ainda um programa a cumprir, nas horas seguintes.

Sossegaram-me logo: “No máximo, daqui a quinze ou vinte minutos, isto já passa!”. E não é que passou mesmo? O ambiente rapidamente clareou e o resto do dia ficou magnífico. Alguém, local, explicou-me então que aquela chuva fazia parte da “rotina” diária da cidade e da região.

Mas foi-me dito mais: por ali, os encontros informais entre as pessoas, quando não tinham de obedecer a uma hora rigorosa, eram marcados da seguinte forma: “Vemo-nos depois da chuva!”

Lembrei-me disto há pouco, quando telefonei a um amigo para saber da sua saúde, nestes tempos bizarros que vivemos. É que acabámos a conversa a dizer: “Vamos então almoçar, logo que isto passe!”. O “isto” era, claro, o vírus que nos atazana o quotidiano.

Falei-lhe do dito similar de Belém. Ele conhecia-o bem. Aprende-se bastante quando, como foi o seu caso, se esteve muitos anos exilado no Brasil.

Seguidores

Quem quiser receber os post publicados neste blogue basta inserir o seu email onde, em cima, figura a palavra "seguir".