terça-feira, abril 28, 2020

Os livros da vida (2)


Não tenho a menor dúvida de que este foi um livro fundamental na minha vida. Andei a namorá-lo durante uns dias na montra do Libório, o mais antipático dos livreiros de Vila Real - também eram só quatro, todos na Rua Direita! O preço era relativamente elevado, o que fez com que tivesse de fazer um rapapé muito insistente junto do meu pai. Eu teria uns 14 ou 15 anos. Esta “Encyclopédie” mudou-me para sempre. Tinha o mundo na minha mão, passei a saber o que ninguém, lá por Vila Real, à época, sabia. Pelo menos, era o que eu pensava. Não me falhava uma capital, localizava as cidades mais estranhas, a profundidade da fossa de Mindanao ou a altitude de bizarras montanhas. E conhecia as moedas de todos os países. Já bandeiras, isso nunca foi o meu forte! Mas, com a “Petite Encyclopédie Géographique”, eu fazia um figurão! Já me tenho perguntado se este pequeno grande livro não foi, afinal, o grande culpado pelo meu “descaminho” profissional futuro.

4 comentários:

  1. Anónimo08:14

    Certamente um bom ponto de partida...

    C.Falcao

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  2. Anónimo15:48

    O Liborio, o Eduardo cara de reco e a livraria Branco, está-me a faltar o 4°.

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  3. Ao Anónimo das 15:48: o Sampaio

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  4. Anónimo17:46

    Nos tempos que correm um Smartphone tem isso e muito, mas mesmo, muito, mais.

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"A Arte da Guerra"

No podcast "A Arte da Guerra" desta semana, aborda-se o Irão, a Arménia e a Hungria. Pode ver e ouvir aqui .