quarta-feira, 5 de junho de 2019

Jacobs


Nenhuma das obras-primas de Edgar P. Jacobs - como “A Marca Amarela” ou “O Mistério da Grande Pirâmide” - estava em saldo na Feira do Livro, na noite de ontem. Essas glórias da escola belga da banda desenhada tinham apenas as reduções habituais da ocasião.

Em forte “rebaixa” estavam apenas os trabalhos dos seguidores de Jacobs, publicados depois da desaparição deste. Alguns até não são maus de todo, outros são bastante menos bem conseguidos.

Há, assim, qualquer coisa de justo no facto de estes serem os únicos a surgirem “despachados” a preços reduzidos...

1 comentário:

António disse...

Para mim a série terminou com Jacobs. Tal como Astérix terminou quando terminou a dupla Goscinny / Uderzo.
Surpreende-me que ainda ninguém se tenha encorajado a fazer um filme - desde o fantástico Enigma da Atlântida, ao quase noir Caso do Colar, não falta matéria-prima, para qualquer género.
Creio que o único a pegar, decentemente, na riquíssima tradição de BD franco-belga foi Luc Besson, com Adèle Blanc-Sec e Valerian. Entretanto os americanos inundam as salas com os seus super-heróis, planos e chatos como folhas de papel - reconheço que, pelo menos, sabem montar um valente espectáculo.