domingo, 16 de junho de 2019

Golfo

Se há algo que as Nações Unidas poderiam e deveriam fazer, no tocante à situação tensa que se vive no Golfo, por virtude de ataques a petroleiros, e antes que os incidentes possam ser motivo justificativo para ações unilaterais, seria criar uma comissão internacional de inquérito, independente, para apuramento de responsabilidades.

Como é mais do que óbvio, o mundo não pode aceitar que seja a versão americana dos factos a única a prevalecer, salvo, naturalmente, se esta viesse a ser confirmada sem equívocos por observadores neutrais.

Os Estados Unidos, relativamente ao Irão, em especial depois do modo como Washington se comportou no caso do acordo nuclear, não têm um mínimo de credibilidade para poderem surgir como um “honest broker”, num terreno em que já tomaram partido por um dos lados.

E a União Europeia, se existisse como potência, já devia ter assumido uma iniciativa no sentido que referi.

9 comentários:

Anónimo disse...

INTEIRAMENTE DE ACORDO!

Anónimo disse...

Senhor embaixador: "a versão americana" ou "a versão dos Estados Unidos da América" ?

Anónimo disse...

Pois, meu caro Embaixador, pois. Mas a Uniao Europeia nao eh uma potencia. Nem será.

Luís Lavoura disse...

Mas (ainda) dentro da União Europeia há um país que já disse "acreditar" na versão dos Estados Unidos. Ao fazê-lo, esse país sabota qualquer pretensão de a União Europeia solicitar ou criar uma comissão de inquérito.
A questão não é a União Europeia ser ou não ser uma potência. A questão é ainda mais básica: a União Europeia falar a uma só voz. Mesmo países que não são potências (sei lá, a Costa do Marfim) falam com uma só voz. A União Europeia, nem isso.

Joaquim de Freitas disse...

"A guerra no Vietname", disse Martin Luther King, "é um sintoma de uma doença do espírito americano cujos pilares são o racismo, o materialismo e o militarismo.

No Mar de Oman, vemos um “remake” do “incidente “ do Golfo do Tonkin, das AMD do Iraque, dos pobres terroristas de Bengahzi que Kedafi queria exterminar, que a NATO-USA – EU foram salvar (!) mas condenaram à morte o seu Chefe de Estado e a destruição da Líbia, etc.

Agora o petróleo sobe novamente, graças às iniciativas de Trump, para sufocar os esforços do Irão para o impedir de vender o seu a quem quer. Como fez para a Venezuela, o petróleo serve como uma arma imperialista para apoiar a política externa.

Disse que pediria aos seus vassalos, Arábia Saudita e aos Emirados, para aumentar a sua produção, a fim de evitar a queda do preço de mercado. dos seus amigos. Aparentemente, ele esqueceu. Mas, na realidade, aumentando o preço do petróleo bruto no mercado, vai vender mais facilmente o seu, de chiste, que é mais caro para extrair, do que os dos países árabes...

Trump é o inimigo número um do mundo, mas também do seu país.

E a EU simplesmente não existe.

Anónimo disse...


Pois é:
O Sr. de Freitas não perdoa os americanos de terem feito cair a Cortina de Ferro, a qual tinha pés de barro.

Joaquim de Freitas disse...

O anónimo das 14:44 de 18 de Junho faz parte daqueles jogadores de futebol, (eu joguei um bocado na minha juventude) que quando recebem a bola e não sabendo o que fazer dela, deitam para “fora” ou para “canto” que pode ser mais grave!

Estou à espera de ver como funciona a Cortina de Trump , com o México, motivada por razoes muito menos justificadas, e pena é que os EUA não ataquem a outra Cortina do seu aliado e amigo, que transforma o Povo Palestiniano em recluso na sua própria Terra.

Olhe, o 18 de Junho, dia do seu comentário, é uma data sagrada em França. Foi o dia em que o General De Gaulle apelou à resistência contra o fascismo e o nazismo. O mesmo De Gaule, vingt cinco anos mais tarde expulsou os Americanos (NATO) de França. Investigue a razão.

Anónimo disse...

@ Sr. de Freitas.

Na minha juventude já não tinha tempo para me ocupar de futebol, quanto mais agora.
E De Gaule.........pois, em 1968 foi bem tratado pelos seus amigos de esquerda, em Maio.

Anónimo disse...

O Anónimo de 19 de Junho de 2019, das 11:46 é um provocador. Um admirador envergonhado do Sr. Trump.
Jorge Albuquerque