A história política em torno da independência de Angola, em 1975, regista, em lugar proeminente, o facto do Brasil, sob ditadura militar, ter sido o primeiro país a reconhecer a República Popular de Angola, titulada pelo MPLA e presidida por Agostinho Neto.
Durante anos, fui ouvindo - em Luanda, em Nova Iorque e até em Paris - “zunzuns” de que havia ainda por contar outros aspetos da história da relação entre os militares brasileiros e os angolanos em guerra interna de poder. Mas nunca apurei nada de concreto.
Um estudo, agora conhecido (ver aqui), mostra que o Brasil manteve-se a jogar, até bastante tarde, em dois tabuleiros, com um apoio de assessoria militar às forças da FNLA de Holden Roberto, pelo menos até à histórica batalha de Quifandongo.
É muito interessante poder ter mais este elemento para nos ajudar a aprofundar esse tema diplomático fascinante que é a relação do Brasil com a África que fala português.
