Só uma manifesta iliteracia pública justifica que não seja uma evidência que o Estado português, ao financiar-se internamente através dos Certificados de Aforro, deve tentar pagar a mais baixa taxa de juro que seja possível. Como contribuinte, quero pagar, pelos empréstimos ao Estado, o menor serviço de dívida possível - seja no exterior, seja no nosso mercado financeiro interno. Como contribuinte, não quero que os meus impostos sirvam para subsidiar o investimento de quem tem isso poupanças para comprar Certificados de Aforro. Por isso, quero que estes tenham a mais baixa taxa de juro que for possível conseguir-se. Confundir isto com a questão dos juros dos bancos é uma mera demagogia, que só sobrevive no debate público graças à iliteracia financeira que por aí grassa.