A destruição da barragem de Kakhovka - hipótese de que se falava desde o início da guerra - representa a passagem a um outro patamar de ação militar. A lógica de quem mais aproveita torna plausível a autoria russa e parece revelar algum desespero tático de Moscovo.
Seguindo essa «lógica» os russos ou são muito estúpidos, muito malvados, ou ambas as coisas. Não só "bombardeavam" uma central nuclear ao mesmo tempo que a ocupavam, como agora mandam pelos ares a principal fonte de abastecimento de água da Crimeia e dos territórios que dizem estar a defender, e isto sem falar do tal caso do gasoduto cujas "investigações" continuam sem deitar fumo branco. Portanto, sim, tem "lógica" que tenham sido os russos! Já o facto de o lado ucraniano vir dizer que nestas condições a tal grande ofensiva não se pode realizar, além de capitalizar mais umas vastas simpatias pelo " crime ambiental" ( esta de equiparar uma cheia a um desastre ambiental é de génio ...) com a assinatura de Putin, além de cortar a água aos russos da Crimeia, sseriam razões sem qualquer sentido "lógico" para ponderar a hipotese de responsabilidaxde urcraniana no evento. Tem lógica, de facto !
ResponderEliminarMRocha
Não vejo de que forma é que a grande cheia aproveita mais aos russos do que aos ucranianos.
ResponderEliminarA história que os ucranianos e o Ocidente põem a circular é que a Ucrânia estaria prestes a reconquistar todo o Sul do país, e que somente a grande cheia vai adiar esse desígnio. Porém, a mim parece-me que não, que a Ucrânia não estaria, mesmo sem cheia, em condições de reconquistar o Sul do país, pelo que a cheia é perfeitamente supérflua.