A direita portuguesa - a direita assumida e que se pensa, não a que se travestiza de "centro-direita" ou de "liberal" - tem, desde há já algum tempo, a sua revista teórica, a "Crítica XXI". O objetivo declarado da iniciativa é combater o que assumem ser a persistente hegemonia das ideias da esquerda.
Só não desejo boa sorte aos diretores da revista, o meu amigo Jaime Nogueira Pinto e o historiador Rui Ramos, porque estaria a ser hipócrita. E eu não sou. Mas dou-lhes uma "ajuda": no meu vício de ler, prioritariamente, as coisas com que não concordo, ainda não perdi um número do "Crítica XXI".
Há dias, ao falar da revista a um amigo, esquerdalho radical e muito crítico das minhas incursões pela escrita dos "talassas" do burgo, ouvi-o comentar: "Devias deixar-te dessas coisas! Fiz agora uma assinatura do "The New Yorker". Aquilo é que são bons textos! A revista dos teus amigos "fachos", para parecer modernaça, devia chamar-se "The Santa Comber"... Teve graça!
