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quarta-feira, junho 07, 2023

Falando da Ucrânia

1. Um acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia estará mais longe do que nunca. Uma intermediação dos países do Sul - depois da desastrada posição de Lula e da bizarra proposta indonésia - parece condenada ao fracasso. Kiev apenas não descartou, em absoluto, um papel para a China.

2. Contudo, a última coisa de que Washington admitiria, depois do evidente desagrado causado pela recente intrusão diplomática chinesa no Médio Oriente, seria ver Pequim assumir um papel de "broker", num dossiê onde é o principal "investidor" político-militar. E a Ucrânia sabe isso.

3. À luz da História, será muito pouco provável que um cenário negocial para o pós-guerra - que envolverá necessariamente os EUA, a NATO e a UE -, que no essencial definirá a nova arquitetura de segurança na Europa, venha a ser desenhado por potências exteriores ao continente.

4. Existe a sensação de que o Reino Unido se estará a posicionar para vir a desempenhar um futuro papel destacado na segurança ucraniana, como poder europeu delegado dos EUA, apreciado por Kiev. A possível designação do seu ministro da Defesa para SG da NATO ajudaria a esta ambição.

5. No seu ziguezague desde o início da guerra, Macron sonhou um "tandem" com a China, para pilotar uma solução negocial, dada a mútua autoridade de membros do CSNU. Os EUA, que não confiam na França, terão travado a iniciativa. E Macron, sem problemas, passou de pomba a falcão.

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