Hoje, na comunicação social, falar-se-á muito de um suicídio. No mundo em vivemos, e tratando-se de figura com destaque mediático, é quase inevitável que isso aconteça, embora fosse desejável que quantos são próximos da pessoa desaparecida pudessem chorar, sem serem perturbados, a perda sofrida. Conheci pessoas que se suicidaram, tendo sido muito amigo de uma delas. Por mais que tentemos entender as razões desse gesto extremo de alguém, não creio ser possível a outrem conceber o cúmulo insuportável de pressão interior que poderá conduzir uma pessoa a essa desistência de tudo. Por isso, a ocorrência de uma situação como esta, mais do que provocar qualquer juízo valorativo ou interpretativo da nossa parte, deveria apenas convocar o nosso respeito. E, desejavelmente, o silêncio.