quinta-feira, setembro 30, 2010

Coroas

Alguns comentadores deste blogue chamaram há dias a atenção para o facto da RTP, nos últimos tempos e neste ano de comemoração do centenário da nossa República, estar a dedicar particular atenção a alguns reis portugueses. Curiosamente, igual atenção não tem sido dedicada aos nossos presidentes da República, num momento em que tal se justificaria como nunca.

É claro que tudo isto pode ser fruto do acaso e não corresponder a nenhuma significativa infiltração "talassa". "Não há coincidências", mas "Sei lá!" - para utilizar apenas dois títulos da modernidade da nossa escrita urbana. 

15 comentários:

  1. Anónimo23:52

    É bem verdade! E é pena que, sendo Portugal hoje e desde há 100 anos (!) – sim, 1 Século já! - uma República, não se providencie uma maior informação, neste caso na RTP, sobre os diversos Presidentes da República, quer da 1ª República, quer após o 25 de Abril. A Monarquia foi, a República é. Quer queiramos, quer não. Tal não tem, designadamente, de desculpabilizar os erros do período da 1ª República, como pudemos ouvir num recente e excelente programa na RTP 2, onde intervieram vários historiadores e políticos, dos quais destacaria Fernando Rosas e o antigo Presidente da República Jorge Sampaio.
    Tal (aquilo que é referido no Post), fez-me, de algum modo, recuar no tempo da “História de Portugal” de Bonifácio, como aprendíamos nos Liceus, à época, antes do 25 de Abril, ou seja, a “História à luz daquilo que os Reis de Portugal faziam”.
    Felizmente que hoje se ensina a História de Portugal de outra forma.
    P.Rufino

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  2. Ai Senhor Embaixador, que grande maldade e que imenso sentido de humor...negro. Sem racismo. Cela va sans dire!

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  3. Senhor Embaixador,
    .
    É motivo para perguntar: "onde está o gato? Sei lá... sei lá...!!!
    .
    Ou então: malandrice... como o dizia Raul Solnado.
    .
    Mas se for subversão infiltrada não será por aí que o gato vai às filhoses...
    .
    A República foi implantada no dia 5 de Outubro de 1910 e o Rei D.Manuel II seguiu para o exílio.
    .
    Há algo mais a celebrar e a homenagear a monarquia portuguesa que foi iniciada pelo D.Afonso Henriques e o fundador de Portugal.
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    Vamos lá ser bons portugueses...
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    As "raivinhas", políticas, dos vivos de 1910 já a terra as comeu e terão que ser os vivos que devem honrar a história deste país que é Portugal.
    .
    Saudações de Banguecoque
    José Martins

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  4. A verdade, Senhor Embaixador, é que a tal república foi uma tripla calamidade para Portugal: inaugurou a era do extremismo político e da violência política que estava definitivamente ultrapassada pela instauração da monarquia liberal madura (Regeneração), atirou-nos para fora da Europa e caucionou a polarização da esquerda e direita portuguesas, respectivamente no comunismo e no integralismo. Foi uma maravilha, pelo que não me espanta haver tantos monárquicos convictos e tão poucos republicanos em Portugal.

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  5. Mas numa televisão (ia dizer "num país"...) em que "famosos" quer dizer participantes adolescentes em telenovelas de qualidade duvidosa" e o "glamour" das "princesas" é mais importante que a acção dos seus maridos, pais ou sogros, é natural que personagens que achavam o país "uma piolheira" tomem o lugar de ícones culturais dos teledevoradores (e de outros).
    Também não vem daí grande mal ao mundo.
    Os monárquicos de hoje são uns pândegos folclóricos e o Dr. Teixeira Pinto não me parece ser tão façanhudo como Paiva Couceiro.

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  6. Anónimo10:30

    Não me parece que haja muito a contar da esmagadora maioria dos presidentes da República, que não tiveram atitudes relavantes para a defesa da pátria, ao contrário da maioria dos nossos reis.

    LBA

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  7. Era um lapso na nossa historiografia, até recentemente quase nenhum rei de portugal tinha a sua biografia (profissional, universitária) escrita (as ultimas seriam a dos cronistas). Nem d. afonso henriques tinha uma verdadeira e extensa biografia. Foi lançada há poucos anos uma iniciativa editorial sendo encarregados vários historiadores de escrever as biografias dos nossos reis, iniciativa que está em curso.
    Claro, o mesmo devia ser feito sobre os presidentes, etc.
    Quando do regicidio, houve uma avalanche de obras, desde romances históricos a estudos. O centenário da republica vai na mesma onda, o que é bom.
    Penso portanto que é toda a historiografia de portugal que deu um grande salto nos ultimos anos, abrangendo todos os aspectos de interesse e épocas e dando finalmente sinais de dinamismo.

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  8. Anónimo10:56

    “Haver tantos monárquicos convictos”’? Talvez, mas não me surpreenderia que, houvesse um referendo, os defensores da monarquia não fossem uma minúscula minoria.
    P.Rufino

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  9. Anónimo12:10

    Paulo Rufino engana-se porque a história voltou a ser contada tendo como referência os reis portugueses, como poderá verificar pela mais recente história de Portugal coordenada por Rui Ramos. E aí também poderá verificar que os nossos Reis cumpriram o seu dever de acordo com os valores dos seus tempos. Convenhamos que a República também é mais ou menos contada da mesma forma, com a subtileza, de "o valido" contar mais: temos básicamente dois nos primeiros 64 anos: Afonso Costa e Salazar. Muito concensuais!
    João Vieira

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  10. Para mim, que não sou historiadora mas me interesso pela História do meu país, a monarquia foi inaugurada por D. Teresa, mãe de Afonso Henriques. Que foi, na prática, a primeira raínha de Portugal.
    Não fora o seu sentido estratégico, a sua capacidade política, a sua enorme visão e talvez D. Afonso não tivesse podido fazer o que fez. Inclusivé, o que "lhe fez" a ela.
    Pena é que a história não só a esqueça como se limite a explorar os seus tardios amores pelo conde de Trava.

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  11. Na minha modéstia opinião, não passa de romantismo...

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  12. Anónimo20:02

    Caro João Vieira,
    Os vários Rufinos (1 Pedro, 2 Paulos, 1 Patrícia, 1 Policarpo), agradecem a informação. Mas na verdade, aquilo que então se aprendia era o livro de Bonifácio, onde a História era marcada ao ritmo dos Reis, o que é diferente dos tempos actuais, tendo “os reis por referência”, como diz. Era isso que se pretendia dizer.
    Cordialidades,
    P(s)

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  13. Senhor Embaixador está denegrir a nossa História da qual eu mto me orgulho e dos nossos Antepassados É bem verdade que a História foi comentada ao ritmo dos Reis,quanto aos diversos Presidentes da Republica poucos se destacaram afinal o que os Reis Conquistaram os Republicanos ofereceram de bandeja, quanto à História á Luz daquilo que os Reis faziam só os Contemporanios sabem relatar a esmagadora maioria dos Presidentes da República, não tiveram atitudes para a defesa da Pátria, ao contrário da maioria dos Reis"-

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  14. Caríssimo Senhor Embaixador Francisco Seixas da Costa,

    Tem toda a razão, por acrescida oportunidade os meios de comunicação deveriam dar mais atenção à vida dos Presidentes da República. Por mim, para celebrar este centenário, que a todos os portugueses deve satisfazer, falo no meu último "post" de Guerra Junqueiro como uma carismático panfletário Republicano.

    Saudações cordiais, Nuno Sotto Mayor Ferrão
    www.cronicasdoprofessorferrao.blogs.sapo.pt

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  15. Sr Embaixador, permita-me, mas o seu a seu dono.

    Talvez porque o papel dos nossos Reis em 800 anos de monarquia tenha sido mais relevante que o papel de inúmeros presidentes em 99 anos de república.

    E sim "thalassas", se é que ainda nos chamam assim, já vamos sendo "uns quantos"...

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