segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Miliband

Ed, o mais novo, e politicamente mais à esquerda, dos irmãos Miliband, ganhou, por uma "unha negra", ao seu irmão mais velho a liderança do Partido Trabalhista britânico. Ambos tinham sido membros do último governo trabalhista, dirigido por Gordon Brown. Por razões que a ideologia explica, pode presumir-se que o pai, Ralph Miliband, se ainda fosse vivo, teria ficado contente com este desfecho.

Na vida internacional, os sinais são contraditórios. Não deixa de ser curioso que o "labour" britânico escolha uma figura mais progressista para encarnar as suas esperanças de regresso ao poder quando, quase simultaneamente, os social-democratas* suecos são estrondosamente derrotados pelos conservadores, assistindo mesmo a uma significativa emergência parlamentar da extrema-direita no seu país.

O mínimo que se pode dizer é que a Europa está complicada!

* Já agora, em dia de preciosismo estilístico, conviria que alguns dos nossos jornalistas e locutores aprendessem que se escreve e diz "social-democratas" e não "sociais-democratas".

6 comentários:

Julia Macias-Valet disse...

Obrigada por nos apresentar o ultimo "recrue" dos Boys Band : )

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador
Segui, como pode adivinhar, com muito interesse, a luta dos "manos Miliband" pelo poder.
Por uma "unha negra"- um ponto percentual -, ganhou o mano mais novo e mais à esquerda.
A mãe de ambos - porque embora às vezes não pareça, os políticos têm mãe - deve sofrer um pouco mais do que eu!
De facto, sempre defendi que pior do que ter um filho à direita e outro à esquerda, seria ter os dois no mesmo partido...

Quanto ao preciosismo estilístico, vejo que segue as orientações gramaticais da Dra Edite Estrela. Curiosamente, estudei num tempo em que o que me ensinaram ser correcto, foi justamente "sociais democratas". Vá lá uma pessoa ser conservadora...

Anónimo disse...

Sinceramente…não entendo lá muito bem em que consiste o “maior esquerdismo” de Ed. Sendo ambos do mesmo Partido, essas “diferenças” são (ou serão) minudências. E nenhum deles é tão “esquerdista” como foi o pai Ralph. Cujos textos, na “New Left Review” (e não só), li. Eram, todavia, outros tempos. E depois, uma vez no Poder, é que podemos constatar se um político é de “esquerda”, ou “faz de conta”. Para já, e tanto quanto se pode observar, os britânicos estão satisfeitos com a escolha que fizeram, para os próximos tempos. Compreende-se. Depois dos anos de Blair e Brown…
P.Rufino

Alcipe disse...

Mas a mãe Miliband apoiava outra candidata, mais à esquerda ainda...

Anónimo disse...

Oh! Ficou tudo em família...
Isabel seixas

Helena Sacadura Cabral disse...

Ó Alcipe, grande Mãe, que conhecia bem os filhos...
:))