Todos os anos, não pela primavera - como no texto de Sttau Monteiro - mas pelo verão, somos brindados com o espetáculo dos touros mortos em Barrancos, em Monsaraz e outros locais, onde há a pretensão de converter uma certa versão de tradição numa forma de afirmação regional. Nas reportagens televisivas, lá vemos os decididos "populares", liderados pelos autarcas à caça dos seus votos, a sublinharem a "especificidade" desse culto local à morte, num triste jogo de "gato e rato" com uns pobres GNR's, condenados à tarefa, tida por menor, de ver a lei cumprida . Mais do que o facto em si - minoritário e localizado -, é óbvio que é a sua mediatização que permite conferir-lhe algum relevo.
Devo confessar, porém, que, muito mais do que este exercício lúdico com que alguns (poucos) se entretêm, me custa ver o canal de serviço público a continuar a dar grande espaço à tauromaquia, nesta estação que, sendo "silly", não necessitaria de ser triste. E ainda um dia gostava de perceber como é possível a alguns pais compatibilizarem a educação que julgo que darão às suas crianças, segundo a qual os animais devem ser bem tratados e protegidos, e que, simultaneamente, as deixam assistir ao ritual gratuito do sangue, por essas praças de morte e abate lento.
Noto, para quem o não tenha percebido, que este post não é, nem pretende ser, minimamente consensual. Mas o objetivo deste blogue é refletir o que pensa quem o escreve, sem nunca temer o contraditório nos comentários dos seus leitores.
Devo confessar, porém, que, muito mais do que este exercício lúdico com que alguns (poucos) se entretêm, me custa ver o canal de serviço público a continuar a dar grande espaço à tauromaquia, nesta estação que, sendo "silly", não necessitaria de ser triste. E ainda um dia gostava de perceber como é possível a alguns pais compatibilizarem a educação que julgo que darão às suas crianças, segundo a qual os animais devem ser bem tratados e protegidos, e que, simultaneamente, as deixam assistir ao ritual gratuito do sangue, por essas praças de morte e abate lento.
Noto, para quem o não tenha percebido, que este post não é, nem pretende ser, minimamente consensual. Mas o objetivo deste blogue é refletir o que pensa quem o escreve, sem nunca temer o contraditório nos comentários dos seus leitores.
