terça-feira, 21 de setembro de 2010

Literatura Portuguesa

Voz amiga informa-me de que duas obras literárias portuguesas estão entre os 13 romances estrangeiros finalistas do prémio Femina.

"Aprendre à prier à l'ère de la technique", de Gonçalo M. Tavares (ed. Viviane Hamy) e "Myra", de Maria Velho da Costa (ed, La Différence). 

Trata-se de um prémio cujo juri é composto apenas por mulheres e que, de certo modo, aparece como um contraponto ao prémio Goncourt. A premiação de romances estrangeiros começou a fazer-se em 1985.

De assinalar, também, que o romance de Gonçalo M. Tavares está também qualificado para o prémio Medicis, um outro importante galardão que se destina a autores "cuja fama não está ainda à altura do seu talento".

4 comentários:

patricio branco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
patricio branco disse...

Não li nenhum dos livros nem nada dos 2 autores, mas vou pelo "myra" por se tratar dum autor que publica há muitos anos, consagrado portanto.
j saramago distinguia GMT entre os jovens escritores de agora, disse numa entrevista (embora sem muito entusiasmo, que não era dado a isso tratando se de outros escritores)
Do que li (pouco) de literatura recente portuguesa distingo "o cónego" (ed cotovia) de a m pires cabral, livro bem estruturado e escrito por alguem que sabe da escrita, e "vozes do vento" de m i barreno, livro algo caótico e onde por vezes nos perdemos, devido a seguir uma complicada árvore genealógica familiar, mas sobre um assunto histórico fascinante, uma revolta de escravos em cabo verde, ilha do sal, há 200 anos (sextante ed.)
Os prémios literários franceses são algo comercial, uma competição renhida entre as 5 ou 6 grandes editoras, representam tiragens enormes e portanto ganhos para as editoras e autores.
No caso femina faço votos para que seja "myra".

patricio branco disse...

Não li nenhum dos livros nem nada dos 2 autores, mas vou pelo "myra" por se tratar dum autor que publica há muitos anos, consagrado portanto.
j saramago distinguia GMT entre os jovens escritores de agora, disse numa entrevista (embora sem muito entusiasmo, que não era dado a isso).
Do que li (pouco) de literatura recente portuguesa distingo "o cónego" (ed cotovia) de a m pires cabral, livro bem estruturado e escrito por alguem que sabe da escrita, e "vozes do vento" de m i barreno, livro algo caótico e onde por vezes nos perdemos, devido a seguir uma complicada árvore genealógica familiar, mas sobre um assunto histórico fascinante, uma revolta de escravos em cabo verde, ilha do sal, há 200 anos (sextante ed.)
Os prémios literários franceses são algo comercial, uma competição renhida entre as 5 ou 6 grandes editoras, representam tiragens enormes e portanto ganhos para as editoras e autores.
No caso femina faço votos para que seja "myra".

Helena Sacadura Cabral disse...

Fico contente pelos dois. Ambos merecedores. Torço pela Maria, porque é minha comadre e a estimo muitíssimo.
Madrinha do meu filho mais novo, acompanhou o mais velho num tempo em que o estudo para ele era apenas e só trabalho revolucionário!