terça-feira, 21 de setembro de 2010

Europa à mesa

Há uns meses, falei aqui da "franqueza" que, por vezes, marca as reuniões cimeiras dos chefes de Estado e governo da União Europeia. Quando as coisas "aquecem", a linguagem pode subir a níveis inesperados. Recordo bem duas cenas de quase confrontação física a que assisti, num intervalo de trabalhos, envolvendo grandes líderes políticos europeus.

Por essa razão, não me surpreende nada a descrição que o "Le Monde" de hoje faz do almoço "de trabalho" que reuniu os chefes de Estado e governo dos 27, em Bruxelas, no dia 16 de Setembro. Sob o significativo título "Déjeuner de fiel à Bruxelles", o jornal relata, com citações que a sua credibilidade não permite pôr em causa, as trocas de palavras entre alguns responsáveis pela condução política do continente. Infelizmente, o texto não parece acessível por link. A julgar pelo que foi dito, a chanceler alemã, Angela Merkel, teve plena razão quando avaliou a refeição: "o almoço correu bem, pelo menos no tocante à qualidade da comida..."

6 comentários:

Anónimo disse...

"Qualidade da comida...
pode subir a níveis inesperados."

Sem dúvida duas expressões que tornam aliciante qualquer almoço de trabalho, embora os critérios de qualidade dependem do relativismo do paladar e da cultura de todo um cenário e ritual gastronómico.

Já os níveis inesperados se são a subir, devem ser inebriantes...

De qualquer forma não me seduz... Qualidade da comida, Chaves obviamente, o inesperado a subir começa logo na sopa.
Isabel Seixas

Anónimo disse...

A fotografia deve querer significar que "lá está o caldo entornado"

Anónimo disse...

Considerando que a Senhora Angela Merkel ao avaliar a refeicao manifestou que "o almoço correu bem, pelo menos no tocante à qualidade da comida..." estou convencido que para além do "caldo entornado" (como mencionado pelo anónimo anterior) alguèm chamou ao pao, pao e ao queijo, queijo...
Francisco F. Teixeira

Anónimo disse...

Sopa Europeia

Quantidade para 4 pessoas
(escusado será dizer que para dividir por mais gente se multiplica a dose).

4 batatas médias
300gr de feijoca
2 cenouras
2 folhas de couve(Bom) coração
1 cebola(indiferente se faz chorar)
1 alho francês(Não conheço o equivalente de outras nacionalidades, nem da Nossa)

Depois de descascada a feijoca,
( põe-se a ferver previamente para se poder retirar a casca)
colocam-se os restantes legumes na panela de pressão deixando ferver aproximadamente meia hora, passam-se pela varinha deixando um creme aveludado, tempera-se com sal a gosto e um fio de azeite caseiro.

Degusta-se (Após o cumprimento polido das pessoas com quem vamos interagir na mesa)com a consciência que a sopa é um alimento fundamental, muito económica face à relação custo benefício saudável.

Isabel Seixas
(Sarkozy propôs o aumento de 20% na ajuda internacional aos países mais pobres nos próximos três anos...)Sim Senhor o que não suscita a estabilidade emocional?!

Julia Macias-Valet disse...

Ora aqui esta uma fotografia que poderia ter ilustrado ontem magnificamente o artigo de "Le Monde".
Digo isto, porque o artigo mereceu da minha parte apenas uma leitura na "diagonal" e pensei : Ja nao me basta ter que aturar os meus filhos à mesa (com os : "Oh mae, ela esta-me a gozar !", "Oh, mae ele cortou-me a palavra !", "Se nao me pedes desculpa, nao te empresto a minha GameBoy !"), so me faltava agora ter que aturar os nossos governantes europeus "à mesa"...

No meio de tudo isto so me fez pena que... "Les boules de glace ramollissent dans les assiettes à dessert". : )

A Angela bem que se esforçou...as mulheres esforçam-se (quase) sempre "pour essayer d'arrondir les angles".

Anónimo disse...

Bela receita para uma sopa, a de Isabel Seixas!
P.Rufino