Aquele jovem funcionário internacional brasileiro, seguia, com visível atenção, a história que estava a ser contada, com vivacidade e graça, por um dos participantes, numa conversa de fim de tarde, algures no Brasil. Éramos aí uma dúzia de pessoas, algumas que antes não se conheciam entre si, na casa de uns amigos de todos.
A certo passo, fiquei com a nítida impressão - não me perguntem porquê! - de que a atenção do nosso jovem estava mais concentrada na forma do discurso do tal participante e, menos, na substância do que ele dizia.
Numa pausa, consumando a curiosidade que visivelmente o estava a alimentar nos últimos minutos, o tal espetador pergunta para o ativo interveniente:
- Você, há pouco, disse que era dominicano. Como é que, sendo dominicano, fala tão bem português?
- Você, há pouco, disse que era dominicano. Como é que, sendo dominicano, fala tão bem português?
A parte da sala que captou a bizarria da pergunta desatou a rir.
- Foi no convento - respondeu-lhe, irónico, o brasileiro, frade dominicano...