terça-feira, dezembro 05, 2023

Sinceramente penso

Marcelo Rebelo de Sousa pode ter todos os defeitos do mundo. Contudo, até pelo cuidado extremo com que sempre construiu o seu perfil como figura pública, não o vejo propenso a ações deliberadas de favorecimento de alguém. É o que sinceramente penso.

11 comentários:

  1. J. Carvalho09:26

    Pensando bem, eu também penso o mesmo. Marcelo nada faria para “deliberadamente” favorecer quem quer que fosse com recurso a fundos públicos.

    Nesta história, pelo que ouvi, há uma coisa que me intriga mais que outras: O que levou a Casa Civil da Presidência a enviar para o Gabinete do primeiro-ministro a carta do Hospital, sendo esta conclusiva quanto à não prestação do tratamento em causa?

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  2. De acordo. No entanto, o que disse ontem, já o deveria ter feito há um mês atrás, quando questionado, mas refugiou-se, no "não tenho ideia nenhuma". Não foi bonito.

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  3. Cavaco não precisava de favorecer "deliberadamente" ninguém. Bastava receber o email do filho e remetê-lo para um governo grato e sedento de agradar ao PR. Um sinal evidente do clima deletério de grande proximidade "afectiva" que se instalou entre o PR e o PM da altura. Sendo que este episódio vai ter naturalmente desenvolvimentos que a direita vai explorar, sobretudo a dita "infrequentável"

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  4. manuel campos14:48


    Totalmente de acordo com o nosso amigo Tony, não foi bonito e, diría mesmo mais, foi inútil e de muito pouco bom senso.

    Quanto ao Unknown também estou de acordo desde que se admita que ele se enganou na personagem.

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  5. Sobre a “pessoa Marcelo Rebelo de Sousa” (não o PR) três depoimentos dos que estiveram ao seu lado ao longo dos tempos:
    - António Mega Ferreira, colega "desde sempre" (Liceu Pedro Nunes e Faculdade de Direito de Lisboa) que escreveu sobre ele no livro de curso do 7º ano dos Liceus o seguinte verso:
    "E eis-nos enfim chegados
    a esta promessa eminente,
    faz gaffes, faz disparates,
    anda sempre contente."
    - Pedro Feytor Pinto, Director de Informação de Marcello Caetano:
    “Marcelo Nuno sempre foi manipulador, muito inteligente, muito culto. Um criador de factos políticos. O grande objectivo dele é divertir-se. E diverte-se. Mas para quem tem memória histórica é profundamente irritante. Ele jantava todos os fins-de-semana em casa do professor Marcello Caetano, ajudava a escrever as "Conversas em Família". Depois vinha e dizia tudo ao contrário.”
    - Paulo Portas, no programa de Herman José “Parabéns”, emitido pela RTP a 4 de Dezembro de 1994), na sequência do episódio da sopa vichyssoise:
    “Deus deu-lhe a inteligência e o Diabo deu-lhe a maldade”.
    - “Gente”, coluna da sua autoria no “Expresso” de 5/09/1978
    “O Balsemão é lelé da cuca”, justificando-se de que essa teria sido uma forma de testar os revisores daquele semanário, para depois Marcelo lhe pedir desculpa a Balsemão, que o via como um pai” (José António Saraiva no seu livro “Confissões de um Director de Jornal”).
    Depois deste perfil de personalidade, querem que eu acredite que o PR-Marcelo não teve nada a ver com o pedido do filho, perdão, do Dr. Nuno Rebelo de Sousa, sobre o tratamento preferencial dado às gémeas luso-brasileiras?
    Acredita quem quiser!

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  6. Somos pobres, verdadeira e absolutamente- quer no que toca a bens materiais, quer no que concerne a cultura cívica.
    No país das "cunhas", há pessoas que nem sequer precisam meter cunha : os "subalternos" pressurosos gostam de bajular os chefes ou quem eles pensam ser "importantes". E assim, basta o nome....e os canais ficam logo oleados.

    Talvez por isso os serviço nacional de saúde está como está : acredito que nenhum dos nossos governantes, nenhum dos nossos deputados, nenhum dos nossos "famosos" e até nenhum dos nossos médicos alguma vez teve que recorrer a um serviço de urgências na qualidade de cidadão anónimo.

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  7. Anónimo03:33

    O Celinho andou este tempo todo a inventariar o que poderia haver por aí escrito e depois escolheu a sua trincheira.

    -Não há papel que me comprometa!

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  8. Sobre essa quase certeza do Sr. Embaixador só me ocorre o Sinhozinho Malta: "Não me digue nada, eu não sei de nada, eu não (ou)vi nada, não me digue nada".

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  9. Anónimo18:50

    Entre outros traços de carácter, aqui bem assinalados, acrescentaria um: quando não brinca -com ele e com os outros-, quando muito ocasionalmente entra no sério, reveste-se de uma generosidade quiça, por vezes, difícl de controlar.
    Um dia destes, quando deixar de ser Sua Exa o PR, talvez nos diga se sabia, ou não sabia, que tal generosa ingenuidade teria um preço > que 4 M. de €uros debitável ao contribuinte pelo SNS e cuja efectividade clínica ainda é discutível.
    Se não sabia, o que é provável, deixem o homem em paz. Afinal "são rosas, Senhor, são rosas".

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  10. manuel campos19:22


    Posso hoje confirmar que "afcm" fez o comentário mais certeiro.

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  11. Carlos Antunes no seu comentário diz-nos muito sobre a pessoa - como ele sublinha - que ocupa, temporariamente, o palácio de Belém.

    Para o ramalhete ficar completo, só faltou mencionar as Memórias de Francisco Pinto Balsemão.

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Sebastião

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