A entrevista de António Costa à CNN, que Nuno Santos conduziu com maestria e excelente sentido jornalístico, dispensando o tom afogueado que alguns dos seus colegas em regra usam, em que fazem a agressividade gratuita e mal-educada passar-se por assertividade profissional e independência, foi um excelente momento para o primeiro-ministro cessante.
António Costa voltou hoje a revelar, se necessário fosse, que é, a uma grande distância, o político mais bem preparado para governar o país. Posso estar enganado, mas creio que muitos portugueses, mesmo alguns que nunca nele votaram, terão percebido esta noite que, no plano dos líderes com qualidade para o exercício de funções executivas, se despediram de uma das grandes figuras das últimas décadas.
A vida pode dar muitas voltas, mas estou em crer que António Costa não se pode furtar a ter de encarar a Presidência da República como o seu futuro destino.
