Fui, desde a adolescência, um viciado em notícias, em jornais e revistas. Nos últimos anos, deixei parte (só parte) do papel e ando muito, talvez demasiado, por estes écrans da internet (iPad e iPhone, larguei por completo os laptop e já dei conta que desperdicei dinheiro num Mac que nunca abro). Criei uma rede forte e segura de consulta para me informar sobre os temas internacionais que tenho de comentar na televisão. Pago assinaturas, gasto cada vez mais dinheiro para obter a informação que me interessa. Julgo saber o suficiente "da poda" das notícias para não correr o risco de ser vítima das "fake news", mas isso dá-me uma constante trabalheira de "check and re-check". Perco assim muito tempo por aqui, leio menos livros, quase não ouço rádio, há três anos que deixei de ver, por completo, os telejornais dos canais clássicos. Dos restantes, olho um pouco a "minha" CNN, e nem sempre, quase só em zapping. Não assisto a nenhuns programas de debate (salvo se me chamarem a atenção para alguma coisa imperdível), seleciono os escassíssimos comentaristas que vejo e oiço. Às vezes, perante os meus amigos, faço figura de real ignorante relativamente a coisas que todos sabem, que todos viram, que todos ouviram, a pessoas de quem se fala. Ridicularizaram-me quando, há meses, perguntei o que era essa coisa dos Coldplay. Até há duas semanas, nunca tinha ouvido a voz de Taylor Swift, figura a que achava graça por outros motivos. Reconheço que sou um "bicho raro" no mundo da comunicação, mas sinto-me bem assim.