Dou agora conta que, daqui a pouco, às duas da manhã, volta a ser uma da manhã. Uma hora a mais! "Bem bom!", como diriam as Doce. Ou, então, como perguntava o Cortez (não, não é o conquistador) ao Nicholson (não, não é o diplomata): "Já é uma hora? Que grande banquete!" Anos houve em que, chegado a este momento, me deu para ler mais uma hora. Como agora estou em Vila Real, com uma montanha de livros à volta, lembrei-me começar a ler um deles. Mas não me apetece. Ou, então, ir dar uma volta pela minha cidade, sob chuva e vento, como antes muito gostava de fazer. Mas não tenho pachorra. Televisão, recuso-me a ligar. Música, é para o carro. Que farei com esta hora? Dormir, claro. A idade não perdoa!
