segunda-feira, outubro 02, 2023

Pois é!


Tenho cada vez mais a sensação de que criamos, com o dono da oficina onde levamos o carro, uma relação similar à que temos com o médico generalista. Ele já conhece as nossas mazelas recorrentes e, às vezes, deixa cair: "Sabe, com a passagem do tempo, não há milagres..."

5 comentários:

  1. manuel campos16:47


    Agora tenho um médico internista, que sendo um generalista, não é no sentido que damos à Medicina Geral e Familiar, há ali umas subtilezas que fazem uma certa diferença e só me posso dar por feliz com a troca que não o foi (o anterior deixou-se destas coisas), a aproximação aos eventuais problemas é bastante diferente.
    E digo eventuais porque, como ele disse e disso me lembrei agora “As suas análises estão óptimas, os seus pulmões estão óptimos, o seu coração está óptimo, mas você tem um grande problema”.
    E perante o meu ar de espanto interrogativo acrescentou “Tem 77 anos”, nisto querendo dizer qualquer coisa do tipo “Não estrague nada, que agora custa mais a consertar!” (se tiver conserto).

    Pois com o tempo não há milagres nem connosco nem com os carros e portanto o carro parece-nos óptimo, se calhar está mesmo óptimo, mas tem 250 mil kms ou 300 mil kms e não pode adoecer.

    Aproveito para dizer que evito ficar junto aos mecânicos da oficina onde vou há 40 anos pelo menos.

    É que existe um preçário não escrito que nos ensina que:

    - Hora de mecânica 40€
    - Hora de mecânica com o cliente a olhar 60€
    - Hora de mecânica com o cliente a olhar e a mandar bocas 80€

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  2. Francisco de Sousa Rodrigues21:00

    Típico, mas comigo mecânicos de bairro / aldeia nunca mais, vou a uma oficina de franchise de uma marca francesa e estou muito satisfeito - felizmente tem sido apenas para revisões.

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  3. manuel campos22:17


    Mais uma.
    Lembro-me que minha Mãe, ali a meio dos anos 90, se começou a queixar que estava a ouvir cada vez pior.
    Lá a levámos a um especialista conhecido aí na praça, que depois de analisar a situação lhe disse algo do género “Sabe, minha senhora, na sua idade já não há muito a fazer”.
    Quando saímos de lá minha Mãe vinha o que se chama “de trombas”, o que nós interpretámos como sendo alguma desilusão com o resultado da consulta e tentámos racionalizar a situação, que talvez o médico conseguisse algo.
    Para nosso espanto não era nada disso, era só porque ele lhe tinha chamado “velha” e nem queria mais conversas com o senhor.

    PS- Eu tinha começado o texto com um “Lembro-me que minha Mãe, já bastante velhinha,…” quando de repente tive aqui um clic: naquela altura ela teria a idade que eu tenho hoje.
    A vida é lixada nestas coisas.

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  4. Nuno Figueiredo15:01

    com o devido respeito, fica a sugestão: um renting... na Leasys.

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