Nunca fui um homem das manhãs. Sou mesmo um assumido "late riser". O silêncio da noite e das madrugadas é-me essencial para a leitura e trabalho. Mas, às vezes, abro algumas exceções, nesta década de "novas profissões" que levo como "ex-reformado", como alguém costuma chamar-me.
Fiz parte, por vários anos, de uma tertúlia de discussão sobre temas económicos e sociais, com uma dezena de pessoas, que se reunia, cerca de duas vezes por mês, das nove e meia às 11 da manhã. Nem um minuto mais. E era um belo exercício. Um dia, por razões que não vêm ao caso, teve de acabar.
Também no âmbito de uma empresa de que sou consultor, organizo, desde há vários anos, a audição de personalidades com funções ou conhecimentos relevantes, em torno de pequenos-almoços de trabalho. Essas pessoas fazem uma curta palestra, a que se segue um período de debate, que me cabe coordenar. Os convidados para ouvir o orador são umas dezenas de gestores de topo, oriundos de empresas de diversos setores. É gente muito ocupada, que tem muito pouco tempo: o exercício começa assim às oito e meia e termina exatamente uma hora depois. Ontem, foi mais uma dessas ocasiões. Uma excelente apresentação e uma bela discussão.