segunda-feira, novembro 09, 2020

Cruzeiro Seixas



Morreu ontem, à beira de fazer 100 anos. Artur Cruzeiro Seixas foi uma grande figura da cultura portuguesa, da pintura à poesia. A coincidência do nome comum não nos tornava parentes.

Conheci-o em 1975, através do meu primo e seu grande amigo Carlos Eurico da Costa, colega no Grupo Surrealista de Lisboa. Jovem diplomata, eu trabalhava no recém-criado setor da cooperação para o desenvolvimento. Cruzeiro Seixas tinha a intenção de ir como cooperante para a Guiné-Bissau independente. Falámos umas boas horas.

Há não muito tempo, retomámos essa conversa com mais de 45 anos, num jantar simpático de amigos. Recordo-me que gostou de ver, numa minha parede, um seu quadro. Tinha uma imensa lucidez e uma bela memória. Queixou-se-me de que, no sítio onde passava os dias, tinha pouca gente com quem pudesse ter uma conversa com interesse. Mas gostava muito da vida.

For once?

With his acolyte Mark Rutte at his side — Secretary General of a NATO that should safeguard collective North Atlantic security, rather than ...