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domingo, novembro 08, 2020

Os portugueses

Os portugueses refilam quando o governo não apresenta medidas para fazer face às movimentações de pessoas que ajudam à propagação da pandemia. “Anda tudo à balda!”

Quando o governo impõe medidas, os portugueses reagem logo quanto às medidas determinadas, muitas vezes ridicularizando-as, porque acham que as medidas, afinal, deveriam ter sido outras, porque a malta (os gajos lá do café, um dos quais tem um primo que é político e outro um cunhado na GNR) é que sabem as medidas “que deveriam ser”. 

Quando as medidas do governo são duras, queixam-se de que são duras demais, que a economia é abafada, que as liberdades estão ameaçadas, que vem aí o fascismo. “Já quase só falta a pide!”.

Quando as medidas são brandas, flexíveis, com margens deixadas ao bom-senso e ao espírito cívico, acham que medidas dessas não vale a pena, que “o pessoal assim não respeita nada” e, claro, conclui com o definitivo “assim não vamos lá!”.

Têm toda a razão! Assim não vamos lá! Porquê? Porque são os portugueses. Somos.

Entrevista ao "Público"

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