- Há que reconhecer que foram anos muito difíceis para a direita. Foi sujeita a um grande desgaste, manteve-se sempre com grande dificuldade. Chegou a ser doloroso.
- Tudo bem, mas olha que, com esse panorama na direita, há que “tirar o chapéu” à esquerda. Aguentou forte e feio e, no fundo, toda a estabilidade, nos últimos anos, a ela se ficou a dever. Agora, de certa maneira, a esquerda começa a pagar por isso. É nela que todas as tensões se refletem.
- Teremos de ver como é que a direita se vai comportar. Reconstituída, pode ser que venha a ter um novo futuro.
- Eu por mim, confesso, agora, quero é esquecer a direita, que ela me não cause preocupações, já me deu cabo do juízo por muitos anos. No imediato, a minha preocupação é a esquerda. Não quero ver nela surgir uma crise grave, porque é com ela essencialmente que conto, nos tempos mais próximos, para isto andar para a frente.
Esta conversa, com um amigo, depois da operação a que a minha perna direita foi há dias sujeita, no joelho, nunca aconteceu, claro.
