Não sou um tudólogo, não sei falar de tudo, longe disso! Nos jornais onde escrevo, regular ou ocasionalmente, pronuncio-me apenas sobre aquilo de que julgo saber alguma coisa e que acho que pode interessar a quem me lê, mas nunca afirmo que é sobre aquilo que sei - isso só os outros poderão avaliar. Aqui, pelas redes sociais, que é um terreno lúdico de “irresponsabilidade ilimitada”, permito-me muitas vezes ir um pouco mais longe e dar a minha opinião, ou emitir impressões, sobre temas do quotidiano que não fazem parte das áreas de conhecimento em que posso ter alguma autoridade. Não levo estes espaços de espontaneísmo de escrita demasiado a sério...
Este “disclaimer” vem a propósito da perplexidade que nunca consegui resolver e para a qual ninguém me forneceu jamais uma resposta satisfatória: por que razão, pelo menos aos olhos do cidadão comum, os currículos do ensino estão sempre a mudar? Desde há décadas que, ciclicamente, os governos que chegam se permitem a liberdade de mudar esses modelos pedagógicos, de alterar aquilo que é ensinado, criando uma permanente instabilidade no setor. É mesmo necessária esta agitação? Não seria possível “parar” por algum tempo? Há razões de fundo que justifiquem esta espécie de experimentalismo recorrente, que afeta, seguramente, alunos e professores?
Como não sei, pergunto.
