terça-feira, 3 de julho de 2018

Madonna

As redes sociais são isto: os indignados com o espaço de estacionamento facilitado à Madonna e os que atacam quem se queixa por entenderem que isso é só vontade de dizer mal da Câmara. São os “isto é tudo um bando de gatunos e serventuários dos poderosos” e os “o que eles querem é atacar o Medina e, através dele, o governo do Costa”.

10 comentários:

Anónimo disse...

ou dito de outro modo: é o Povo!

Anónimo disse...

Não há neste post um pouco de paranóia criptada?
É que parece que tudo é feito para minimizar o sr. Costa
Sei não como dizem no Brasil.

arber disse...

Eu, no lugar de Madonna, escrevia uma carta aberta a agradecer ao Medina a ajuda que lhe deu, a reconhecer a simpatia dos lisboetas e dos portugueses em geral e, lamentando a mesquinhez dos políticos e dos media, anunciava o imediato cancelamento de todas as obras e outras iniciativas em Portugal e a próxima saída para região do mundo com gente menos mesquinha.

dor em baixa disse...

Hipóteses insignificantes: satisfazer os famosos porque eles ajudam Lisboa a ser famosa atualmente; criar uma receita para a Câmara gerada pelo estacionamento permanente de 15 viaturas, perdão 14, porque presumo que a moradora requereu um lugar de estacionamento gratuito.

Anónimo disse...

Sinceramente não sei com se faz noutros lugares do mundo, mas em Lisboa existem vários parques de estacionamento com sistema de avenças, que permitem inclusivamente reservar determinados lugares, porque é que a senhora não optou por essa opção, em vez de tentar pedir ao Museu Nacional de Arte Antiga que lhe cedesse o parque, como veio noticiado nalguma imprensa.

Anónimo disse...

Se com as redes sociais têm o descaramento que se vê, caso não houvesse, as mandonas seriam muito mais e os mandados ficavam ainda mais gordos!

Luís Lavoura disse...

o espaço de estacionamento facilitado à Madonna

O espaço não foi facilitado, foi alugado. Alugar uma coisa não é oferecê-la nem facilitá-la. Facilitar uma coisa é oferecê-la gratuitamente, disponibilizá-la pro bono. Não foi isso que a Câmara de Lisboa fez; a Câmara alugou o espaço em troca de dinheiro.

Luís Lavoura disse...

em Lisboa existem vários parques de estacionamento com sistema de avenças, que permitem inclusivamente reservar determinados lugares, porque é que a senhora não optou por essa opção

Vem a dar no mesmo. O que a senhora fez foi alugar um espaço de estacionamento mas, em vez de o fazer num parque de estacionamento privado ou da EMEL, fê-lo num parque de estacionamento da Câmara de Lisboa, porque esse espaço fica mais perto e portanto lhe é mais conveniente. De resto, o preço que a senhora paga pelo aluguer não anda muito longe daquele que pagaria num parque de estacionamento privado ou da EMEL (o qual, tendo em conta que se trata de um aluguer de muitos lugares de estacionamento, certamente lhe abateria no preço por lugar).

Anónimo disse...

A ler uma crónica exacta e clara!


"Socialismo para os portugueses; Liberalismo para os estrangeiros
por André Azevedo Alves
Um país bom para os estrangeiros. Por Rui Ramos.

O estacionamento de Madonna é uma nota de rodapé no regime que transformou Portugal num paraíso para os estrangeiros. Para nós, os impostos directos mais altos de sempre; para eles, todas as isenções fiscais. Para nós, papelada e complicação; para eles, todas as facilidades. Para nós, os parquímetros da EMEL; para eles, terrenos camarários, a um euro e meio por dia.

Era assim nos antigos países socialistas: infernos de repressão e de escassez para quem lá nascia e que de lá não podia sair – mas locais encantadores para os convidados estrangeiros do progressismo internacional, que de lá vinham entusiasmados com as tardes no Mar Negro ou as noites de Havana. Gabriel Garcia Marquez nunca se queixou de Cuba e o casal Louis Aragon e Elsa Triolet regressava constantemente fascinado da União Soviética. O comunismo, para eles, foi sempre de veludo.

Mas não, não estou a dizer que é a mesma coisa. Ainda não estamos lá, como todos os dias lamentam amargamente os camaradas Catarina Martins e Jerónimo de Sousa. Também não estou a exigir que tirem as regalias aos estrangeiros: ainda bem que há quem possa disfrutar Portugal sem a praga da nossa burocracia e a assombração da nossa autoridade tributária. O que eu gostaria mesmo é que isso também fosse possível para quem aqui nasceu e não saiu daqui

No fundo, estas excepções criadas para os estrangeiros são uma confissão embaraçosa sobre a falência e a inadequação do regime português.

Porque existem? Porque o regime, endividado e dependente de uma das economias mais estagnadas da Europa, precisa do investimento e da despesa dos estrangeiros. Por isso, tenta atraí-los poupando-os à opressão fiscal e burocrática. Muito bem. Mas não precisará o regime também do investimento e da despesa dos nacionais? E para os estimular, não seria conveniente aliviar os portugueses do estrangulamento fiscal e administrativo? Ou isso só vale para os estrangeiros?"

Anónimo disse...

Discutir o parking da Madona é de uma insuperável mesquinhe
Fernando Neves