domingo, 22 de julho de 2018

Três Dois



Há para aí um movimento de “recuperação” afetiva da Estrada Nacional número Dois, de Chaves a Faro, passando por Vila Real, fator ímpar de dignificação dessa rodovia que, infelizmente, tenho visto pouco destacado. Acho justíssimo! É uma estrada com troços belíssimos, que a mim me traz memórias de imensas viagens - e de grandes comezainas associadas, nesse mapa de Portugal de restaurantes que foi muito afetado pelas autoestradas.

Mas há mais Dois para além da estrada. Falar de Dois, lembremo-nos, é também falar da RTP Dois, esse excelente canal dirigido pela Teresa Paixão, onde passa grande parte do melhor que se exibe nas televisões portuguesas. Os portugueses muito ganhariam em estar mais atentos à magnífica programação da RTP2, onde, a cada dia, aprendo o mundo e sempre ganho as horas que por lá perco.

Mas só há estas Dois? A Dois, caros amigos, é também a mesa mais prestigiada, mais histórica (e só não digo mais “icónica” porque esta palavra, com “viral” e “alavancar”, faz parte da lista dos meus vocábulos de desestimação) do celebrado Bar Procópio, perto do jardim das Amoreiras. Pela Dois, reino do inolvidável Nuno Brederode, por bem mais de quatro décadas, passou todo o mundo, a vida política, o humor, as milhentas histórias, algumas “piquenas” de revirar olhos e atiçar memórias e, claro, muitos copos e algumas (escassas) vitualhas, tudo chegado àquela imensa e pequena mesa pelas mãos do grande Juvenal e, agora, desde há muito, do magnífico Luís, sempre sob a tutela da “sedona” Alice Pinto Coelho, que, por estes tempos, me chega que me acusa de falta de assiduidade. E tem toda a razão! 

É isto: há, pelo menos, três Dois, o que, soando a resultado de futebol, é muito mais do que isso.

1 comentário:

Anónimo disse...

Na sexta passada só três ,ais a sedona Alive. Vejam se aparecem na próxima sexta. Tenho saudades vossas. Beijos
São Jordão