quarta-feira, 18 de julho de 2018

Manoel Caetano


Só hoje dei conta de que morreu Manoel Caetano, o antigo locutor da RTP.

Desde há uns anos, Manoel Caetano, que nunca conheci pessoalmente, era meu "amigo" aqui no Facebook. Trocámos mesmo algumas mensagens, comentando a atualidade. Manoel (com "o") Caetano era meio irmão de Marcelo Caetano e creio que isso não deixou de ter (más) consequências no seu futuro na (então única) televisão, após a Revolução.

Recordo muito bem a sua voz timbrada, soletrando as palavras com ênfase e uma certa pompa, ao jeito de um estilo de locução desse tempo.

Manoel Caetano fazia parte de um Portugal que já se foi. Um dia, aqueles que hoje são populares nas nossas televisões terão o mesmo destino de Manoel Caetano e, em algum lugar, alguém notará então que o respetivo estilo passou a estar datado e completamente "démodé". É a vida...

Deixo aqui uma sincera nota de simpatia para Manoel Caetano, uma figura que faz parte do meu passado, quando telespetador tinha um "c".*


(*os detratores do Acordo Ortográfico não têm nada que agradecer-me o pretexto que aqui lhes dou para se afastarem do tema deste post, como é do seu endémico tropismo para a polémica)

5 comentários:

Anónimo disse...

Sr Em-baixa-dor ninguém se keixa do akordo ortografiko. Não precisa de xamar a si os Trumpismos nem os tropismos O presente sera sempre um dia démodé, komo a ortografia. E ha akeles ke se kerendo modernos parecem do tempo da outra senhora. Resta saber kem é kem...

Proponho a kriação de um museu, um pouko ao jeito de vexa, de nome
Jardim grafiko, ou Horto grafiko,
onde kada um possa eskrever o portugues como melhor kreia.
parece-me uma excelente ideia!

Anónimo disse...

Isso da escrita é como tudo o resto: cada um escreve como aprendeu no seu tempo de aprender tal coisa. O que aprendi a escrever não foi a mesma coisa que o meu pai aprendeu e assim caminhámos na vida: ele a escrever pharmácia e eu farmácia. E nem por isso morremos novos.

Anónimo disse...

Não me recordo se o Marcelo Caetano foi baptizado com dois ll's ou um só. Era a grafia da época talvez, Tal como o Manoel.

Anónimo disse...

Até há uma família muito antiga portuguesa que tem como último apelido Manoel e mantém a grafia.

João Cabral disse...

"Telespectador" ainda tem "c", senhor embaixador. É daquelas palavras com dupla grafia, caso se pronuncie ou não a consoante. E vejo que nas suas publicações mistura muito as grafias. Dá a impressão que tem deficiências de alfabetização. Fica-lhe mal. Mas já percebi que chamar-lhe a atenção para a forma como escreve é para o lado que dorme melhor. A casmurrice é assim mesmo.