quarta-feira, 25 de julho de 2018

Teorizar os copos


O Bloco de Esquerda, na sua “universidade” de Verão, defende o “direito à boémia: necessidade de vida noturna para produção e radicalização cultural”. Belo programa! Vamos ser claros sobre aquilo de que se está a falar: copos, música, noitadas, “piquenas” & “piquenos”, talvez com uns charros à mistura. É isso, não é? 

Não tenho a menor objeção! Cada um diverte-se como quer, desde que não atazane a vida aos outros, e só lamento que a minha geração, com a louvável exceção dos Situacionistas, nunca tenha levado a teorização das suas noites muito a sério. Agora, ponho-me a imaginar o que seria uma discussão sobre isto no “Bolero” ...

Ontem, comentava o tema, em tom (confesso!) jocoso, com uns amigos e alguém lembrou: “Boémia? Também o Hitler gostava dela”. Fiquei banzado! Para além da Eva Braun, a vida sexual e lúdica do Führer nunca pareceu ser muito animada. E perguntei: “Mas o Hitler gostava da boémia? Não sabia”. A resposta foi: “Essa agora! Então ele não achava que tinha o direito à Boémia e até à Morávia?”

6 comentários:

Anónimo disse...

Senhor Embaixador FSC,


Vexa, certamente por lapso, escreveu "Moldávia" no texto supra quando, estou certo, quereria escrever "Morávia"...


Cumprimentos,

Um leitor atento

Unknown disse...

Cimo me soube e fez bem ler o seu texto, meu Amigo!

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Leitor atento. Tem toda a razão... Vou já corrigir. Obrigado pela sua nota!

Luís Lavoura disse...

copos, música, noitadas, “piquenas” & “piquenos”, talvez com uns charros à mistura

Como o Francisco nos explicou há dois posts atrás, a sua vida noturna também mete muitos copos, não mete música mas mete conversa de chacha sobre casamentos e divórcios, não mete pequenas nem pequenos porque na sua idade o membro já não se levanta, e em vez de charros mete charutos. Não vejo, sinceramente, grande diferença entre o Francisco e o Bloco. Se calhar até os charros fazem menos mal do que os charutos.

Francisco Seixas da Costa disse...

Nunca fumei, Luis Lavoura. Nada. É tarde para começar. Quando ao resto, cada um sabe de si.

Anónimo disse...

Cada um pode saber de si. É uma das liberdades de um individuo.
No entanto....
É sabido que a vida de boémia pode ser destruidora de muitos neurónios dos jovens, quando é feita desde muito novos.
Os taxistas sabem bem em que estado costumam levar rapazes e raparigas de 13 ou 14 anos aos hóspitais em estados comatosos seja por via de alcoól ou de drogas duras.
Na boémia actual não há apenas bebidas mas sim "shots" de sabe-se lá o quê....... Charros, mas sim também drogas químicas que acabam por destruir as famílias desses jovens pela carestia das mesmas drogas e estilos de vida boémios.

O que me espanta muito é não ver o Estado a fazer nada para impedir esses jovens de entrarem na boémia tão cedo. É que os empregos não se compadecem de estados boémios.
Mas insisto cada um sabe de si e a mais não é obrigado.
Depois não façam agitação social para terem mais emprego.